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sábado, 11 de agosto de 2012

TOC: 7 respostas sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo


Por MADSON MORAES
Verificar se a porta está fechada, lavar as mãos com frequência, preocupar-se com a arrumação da casa. Todo mundo tem alguma mania. Claro, se você lava as mãos apenas quando necessário ou por questão de higiene, ok. Mas se isso se tornou uma compulsão e obsessão, aí a questão pode ser o TOC ou transtorno obsessivo-compulsivo.
Quer um exemplo clássico? É só lembrar-se do rei Roberto Carlos e suas "superstições" dentro e fora dos palcos. Ele, por exemplo, só usava ternos de cor azul ou branco e evitava ao máximo pessoas que usassem o marrom. Outro famoso que possui a doença é o jogador David Beckham, que declarou recentemente sofrer de TOC e que ainda não conseguiu vencer o distúrbio. Mas o problema não é apenas privilégios para celebridades: quase cinco milhões de brasileiros convivem com o transtorno, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
O TOC, ou transtorno obsessivo-compulsivo, é um desvio comportamental que se caracteriza pela presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões. Leia o termo "obsessão" por pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa instantaneamente sem que ela queira.
"O transtorno obsessivo-compulsivo é um dos transtornos de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos compulsivos que levam a comportamentos que fogem do padrão normal da sociedade e causando um incomodo para a própria pessoa, podendo ocorrer tanto em homens quanto mulheres na mesma proporção", explica o psicólogo clínico Maurício Pinto.
Maurício explica que os sintomas do TOC ocorrem, normalmente, como consequência de alguma situação mal administrada ou mal resolvida pela pessoa como efeito de um trauma, frustração, depressão ou forte estresse. Mas qual o limite entre uma mania que pode ser considerada saudável e em que momento isso vira doença?
"Possuir alguns rituais ou hábitos repetitivos podem ser positivos e práticos. Quando estes se tornam muito frequentes, podem trazer incômodos, interferir no dia a dia da pessoa e podem até a constranger em algumas situações. Em muitos casos, a ansiedade gerada por este transtorno impossibilita que a pessoa leve uma vida normal quando os pensamentos obsessivos se tornam mais frequente", observa o psicólogo.

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