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sábado, 26 de abril de 2014

Neto larga faculdade e emprego para cuidar de avó com Alzheimer no RS


Fernando Aguzzoli, 22 anos, acompanhou de perto a doença de Dona Nilva.
Estudante criou página em rede social e vai transformar conteúdo em livro.

Rafaella FragaDo G1 RS
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Fernando, 22 anos, e a avó Nilva (Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)Fernando, 22 anos, posa ao lado da avó Nilva (Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)
“Passei de neto a pai da minha avó.” A frase é do porto-alegrense Fernando Aguzzoli, 22 anos, que acompanhou de perto os últimos meses de vida de Nilva de Lourdes Aguzzolli, diagnosticada com mal de Alzheimer há seis anos.
O estudante de filosofia UFRGS trancou a faculdade no início do ano passado, largou emprego e as festas com os amigos para se dedicar em tempo quase integral aos cuidados da matriarca da família Aguzzoli ao lado da mãe, Rose Marie, 55 anos. Vovó Nilva, como ficou conhecida, morreu em dezembro de 2013.
O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa ainda sem cura, mas a chance de controlá-la é maior se ela é detectada precocemente. Ocorre na terceira idade e seu sintoma mais comum é a perda da memória, mas compromete ainda o comportamento e pensamento do paciente.
As experiências vividas, ora inusitadas, ora dramáticas e as lições aprendidas durante o período, o inspiraram a criar uma página em uma rede social. O sucesso dos relatos daquela rotina um tanto incomum e os diálogos compartilhados com a avó foi tão grande que gerou um livro. “Quem, Eu?” deve ser publicado em setembro deste ano.
“Escrevi o livro ao lado dela. Transcrevia tudo o que ela me dizia. Foi fantástico. Mas não queria que fosse um livro só biográfico. Além dos diálogos, coloquei opiniões de profissionais. Mas não de uma forma muito técnica. É para um leigo entender mesmo como é essa doença”, explica ao G1.
A inversão nos papéis de avó e neto foi uma tentativa de não sucumbir à tristeza, inevitavelmente provocada pela doença. “É realmente uma doença familiar. Deixei de ir a festas com meus amigos para limpar dentadura, por exemplo. A gente criou uma relação de melhores amigos”, comenta sobre o relacionamento que passou a ter com a mulher que cuidou dele durante a infância.
Fernando quando era bebê no colo da avó Nilva (Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)Fernando quando era bebê no colo da avó Nilva
(Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)
Do desespero ao cuidado
Tudo começou quando a família percebeu os frequentes enjoos de Dona Nilva, que morava sozinha em um apartamento em Porto Alegre. Após uma série de exames com diferentes médicos, saiu o diagnóstico. “A gente percebeu que ela ficava muito enjoada depois do almoço. Depois a gente viu que ela estava tomando os comprimidos para pressão alta de forma errada. Às vezes tomava mais de uma vez, outras vezes esquecia”, relata o neto.
Aos poucos, a enfermidade foi comprometendo o cérebro de Dona Nilva. Deprimido, o neto achou que hora de agir. “Foi desesperador quando vi que minha avó ia ficar acabada, ia ter que usar fralda, não ia conseguir engolir comida. Eu não tinha como curar a minha avó. Mas decidi dedicar todo o meu tempo a ela”, avalia.
Com o passar dos meses, a rotina da família Aguzzoli foi totalmente transformada. “Eu e minha mãe começamos a aplicar mudanças leves no cotidiano da minha avó. Alugamos um apartamento para ela na mesma rua que a nossa, depois no mesmo prédio. Até ela vir para dentro de casa”, afirma.
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Fernando largou a faculdade e o emprego para cuidar da avó (Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)Fernando largou faculdade e emprego para cuidar
da avó (Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)
Com bom humor e palavras de carinho, Fernando criou a página Vovó Nilva no Facebook. Ali, reproduziu momentos comuns na rotina de quem sofre de Alzheimer: seja o paciente, sejam os familiares. O espaço foi crescendo e hoje já tem mais de 11 mil seguidores.
“Meu intuito era criar um espaço diferente para falar do Alzheimer. Normalmente quando se fala da doença é de forma negativa e muito técnica, específica. Queria fazer um contraponto a esse conteúdo. E encontrei pessoas de várias partes do Brasil e do mundo que quiseram compartilhar também suas histórias”, revela.
Em dezembro de 2013, Dona Nilva não resistiu a uma infecção urinária, pouco antes de completar 80 anos de idade. “Eu não sou um herói, não sou um guri iluminado. Eu apenas tomei uma decisão e fiz o que tive que fazer. Todo jovem pode se relacionar com seus avós. Não é porque ela era velha ou porque tinha um obstáculo no caminho. Aprendi muito com ela”, analisa o jovem.
Dona Nilva foi internada alguns dias antes do Natal de 2013 (Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)Dona Nilva foi internada alguns dias antes do Natal de 2013 (Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)
Abaixo, algumas publicações da página Vovó Nilva
No elevador:
Eu: O que está fazendo, vó?
Vó: To abanando...
Eu: Eu sei, mas para quem?
Vó: Para a senhora ali!
Eu: Mas estamos sozinhos aqui!
Vó: Claro que não, ali do outro lado tem uma senhora me abanando de volta, olha.
Eu: Ah sim, agora vi, aquela senhora abanando ao lado de um bonito rapaz?
Vó: Não, aquela ali de preto!
Eu: É A ÚNICA!! Mas não é um bonito rapaz ao lado?
Vó: É, nem tinha visto! Abana para ela!
Eu: É O TEU REFLEXO NO ESPELHO, VÓ!
Vó: Quem, eu? Olha ali, ela é bem mais velha!
Eu: Claro, deve ter uns 80 anos né?
Vó: Sim, tadinha!
Eu: Tadinha mesmo, tadinha. Sorri e abana vó, abana! Tchau moça!!
Em casa:
Eu: Vó, tira a dentadura pra dormir um pouquinho e põe na água.
Vó: Tá. Pronto.
(2 minutos depois)
Vó: Vou tirar minha dentadura (sabe quando velhinho fala sem dentadura e fica coisa mais querida? Pois é).
Eu: Mas tu já tirou, tá na caneca.
Vó: Claro que não amorzinho, tô com ela.
Eu: Tu só pode tá brincando, né? Olha o jeito que tu tá falando, acha que tá com dentadura?
Vó: Eu tô! Olha! (sorriu)
Eu: HAHAHAHAHA NÃO TEM NADA AÍ!
Vó: Ai meu Deus, claro que tem!
Eu: Me faz um favor, coloca o dedo nos dentes de cima então.
Vó: Tá. UÉÉÉÉ, CADÊ MINHA DENTADURA?
Eu: Como eu havia dito, na caneca.
Vó: Ah, tá então.

fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/04/neto-larga-faculdade-e-emprego-para-cuidar-de-avo-com-alzheimer-no-rs.html
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Justiça determina transferência de ex-diretor da Petrobras para presídio


Ele deve ser levado para a Penitenciária de Piraquara, na Região de Curitiba.
Defesa de Paulo Roberto Costa diz que irá questionar a transferência.

Fernando CastroDo G1 PR
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Paulo Roberto da Costa foi transferido para Curitiba nesta sexta (21) (Foto: Fernando Castro/ G1)Paulo Roberto Costa chegou à carceragem da PF no
dia 21 de março  (Foto: Fernando Castro/ G1)
A Justiça Federal do Paraná determinou no início da noite desta sexta-feira (25) a transferência do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para o Presídio Estadual dePiraquara II (PEP II), na Região Metropolitana de Curitiba. Ele deve deixar a carceragem da Polícia Federal, onde está preso desde março, para uma ala reservada a presos de nível superior e presos diferenciados. A transferência deve ser consumada assim que a PF  e o Ministério Público Federal forem notificados, mas a defesa de Costa diz que irá pedir uma reconsideração do despacho.
O ex-diretor da Petrobras, preso pelaacusação de ser um dos chefes de uma quadrilha especializada em lavar dinheiro no exterior, escreveu uma carta dizendo que foi ameaçado por um agente da Polícia Federal (PF) na cela da carceragem da corporação em Curitiba, onde está preso. Um dos advogado de Paulo Roberto Costa, Cassio Quirino, teve acesso à carta na segunda-feira (21), mas o conteúdo só foi publicado nesta sexta-feira (25). Na carta, Paulo Roberto Costa afirma que o agente da Polícia Federal diz que ele, o ex-diretor da Petrobras, estava criando confusão junto com Cassio Quirino em relação ao pedido de tomar banho e de caminhar no feriado [de Páscoa e Tiradentes].
No despacho, o juiz Sergio Fernando Moro afirma que não foi notificado oficialmente da suposta ameaça, e ressalta que não há nenhum pedido de autoridade policial ou do MPF requerendo a transferência. "O que, por si só, coloca em dúvida a credibilidade da afirmação do preso", diz. Ele sustenta, porém, que a transferência deve ser realizada porque a carceragem é "cela de mera passagem para presos provisórios e não é, de fato, adequada para permanência do preso por longo período".
Sobre a ala reservada a presos de nível superior e presos diferenciados, o juiz afirmou que não se trata de privilégio. "As circunstâncias recomendam, para segurança dele, que fique separado de presos comuns", sentenciou.
Em nota, a defesa de Paulo Roberto Costa diz que irá contestar a decisão do juiz, e que irá peticionar um pedido de reconsideração. “Ao determinar essa transferência, o juiz torna real a ameaça da Polícia Federal, relatada no bilhete escrito por Paulo Roberto no último fim de semana”, afirma o advogado Fernando Fernandes. Ainda de acordo com a defesa, nenhuma providência foi tomada para assegurar direitos fundamentais do ex-diretor da Petrobras.
Também nesta sexta, a Justiça Federal do Paraná aceitou denúncia do MPF contra Paulo Roberto Costa e outras nove pessoas, entre elas o doleiro Alberto Youssef. Ao todo, 18 pessoas já foram denunciadas pelo MPF no processo referente à Operação Lava Jato. No despacho do juiz Sergio Fernando Moro os crimes apontados são prática de lavagem de dinheiro e participação em grupo criminoso organizado.
Ameaça
A carta, escrita à mão, foi publicada nesta sexta. “Com certeza isto foi um recado do delegado e que eu estava dando um tiro no meu pé e desta maneira seria transferido para Catanduvas [Penitenciária Federal de Catanduvas no oeste do Paraná, de segurança máxima]. Pode isto???”, diz trecho da carta escrita por Paulo Roberto Costa.
Ele indaga se vale a pena conversar com o juiz federal Sergio Fernando Moro, que aceitou as denúncias do MPF, sobre a situação.
O advogado de defesa Fernando Fernandes afirmou que Paulo Roberto Costa está sendo tratado de “maneira desumana”, sem a garantia de direitos elementares, como banho higiênico e de sol e exercícios físicos. “Nosso objetivo é soltar Paulo Roberto e garantir o direito como cidadão”, afirma o advogado.
Segundo Fernandes, o ex-diretor da Petrobras não teve direito ao banho higiênico e de sol e de fazer exercícios físicos durante o feriado prolongado. Ele ainda diz as conversas entre Paulo Roberto Costa com os advogados devem estar sendo interceptadas. “Acredito em grampo telefônico no local prisional”, ressalta.
Em nota, a Polícia Federal afirmou que vai abrir procedimentos administrativo e criminal para apurar os fatos relatados por Costa.
“Esclarecemos que, quanto a denúncia apresentada pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato, e custodiado nesta unidade policial, por ordem do Senhor Superintendente Regional da Policia Federal no Estado do Paraná, estão sendo abertos procedimentos apuratórios, um de cunho administrativo e outro criminal, como medida apuratória aos fatos por ele relatados”, diz a nota na íntegra.

fonte: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/04/justica-determina-transferencia-de-ex-diretor-da-petrobras-para-presidio.html
Carta foi divulgada pelos advogados de Paulo Roberto Costa (Foto: Cassio Quirino/Arquivo pessoal)Carta foi divulgada pelos advogados de Paulo Roberto Costa (Foto: Cassio Quirino/Arquivo pessoal)

Menor suspeito de chefiar quadrilhas ameaça PMs de morte em Ribeirão


‘Vai morrer um por um’, diz adolescente pego com arma fabricada em Israel.
Suspeito é envolvido em explosão de caixas eletrônicos, diz delegado.

Do G1 Ribeirão e Franca
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O adolescente de 17 anos apreendido nesta sexta-feira (25) suspeito de chefiar quadrilhas envolvidas em explosões de caixas eletrônicos na região de Ribeirão Preto (SP) ameaçou policiais militares de morte ainda enquanto estava dentro de uma viatura policial, de acordo com o delegado da Delegacia de Infância e Juventude (Diju), Luis Geraldo Dias. Segundo ele, um grupo de PMs registrou boletim de ocorrência por causa da ameaça.
Preso por supostamente ter assaltado um caminhão de uma distribuidora de bebidas no Parque Ribeirão, o jovem foi flagrado com uma arma de fabricação israelense de 9 milímetros. Considerado “de alta periculosidade”, ele também é suspeito de ter participado de explosões em agências da Caixa Econômica Federal em Cajuru (SP) e na Vila Tibério, em Ribeirão, ainda na madrugada de sexta, entre outros crimes “gravíssimos”, segundo a Diju. O menor foi encaminhado para a Fundação Casa sob “alerta de segurança máxima”.
“Vai morrer um por um”, disse o menor em entrevista à reportagem da EPTV, quando questionado sobre a ameaça aos PMs. Indagado sobre os crimes alegados pela Polícia Civil, ele negou chefiar quadrilhas e ter participado de explosões em agências bancárias, mas confirmou que já chegou a roubar um carro em uma loja “só para dar uma volta” e que portava a citada arma fabricada em Israel de uso restrito.
Segundo o menor, a arma foi adquirida por ele mesmo. Embora a polícia tenha revelado que ele pagou US$ 4 mil na pistola, o adolescente não confirmou o preço e a origem. “Não explodi nenhum caixa eletrônico não. A única coisa que fiz de errado é que eu tenho essa arma aí. A única coisa que vocês sabem é que tenho essa arma e que fui preso com isso. No resto, não sou assaltante não, sou nada não”, afirmou.
Menor é suspeito de liderar explosões de caixas eletrônicos na região de Ribeirão Preto  (Foto: Reprodução/EPTV)Menor é suspeito de liderar explosões de caixas
eletrônicos na região (Foto: Reprodução/EPTV)
‘Alta periculosidade’
O adolescente foi apreendido por policiais militares durante a tarde de sexta suspeito de ter assaltado com um comparsa um caminhão de uma distribuidora de bebidas. Segundo a PM, ele foi cercado enquanto tentava pular muros de casas do Parque Ribeirão. Durante a abordagem, foi apreendida com ele uma arma fabricada em Israel, que teria custado US$ 4 mil, além de 21 munições. A quantia de R$ 4 mil supostamente roubada não foi recuperada e teria sido levada por outro assaltante, informou a PM.
De acordo com o delegado Luis Geraldo Dias, da Diju, o menor é suspeito de liderar duas quadrilhas envolvidas em explosões de caixas eletrônicos em Ribeirão Preto, em Sertãozinho (SP) e em Cajuru. Segundo Dias, o adolescente aparece em gravações de câmeras de segurança segurando um fuzil e atirando contra policiais durante uma explosão em Cruz das Posses, distrito de Sertãozinho, no começo do ano. No mesmo município, o menor teria participado de um roubo em um condomínio de casas.
Dias alegou que o menor será ouvido pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sertãozinho e sua apreensão será comunicada também à Polícia Federal, devido à suspeita de sua participação em explosões de agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Ele disse também que, diante do histórico criminal do adolescente, solicitou à Justiça o encaminhamento dele à Fundação Casa sob segurança reforçada.

fonte: http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/04/menor-suspeito-de-chefiar-quadrilhas-ameaca-pms-de-morte-em-ribeirao.html

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Com rombo recorde, FAT precisará de aportes bilionários de recursos


Fundo que paga o seguro desemprego precisa de R$ 19,6 bilhões até 2015.
Conclusão consta no projeto da LDO 2015, já enviado ao Congresso.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
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Após um rombo recorde de R$ 10,4 bilhões registrado em 2013, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), de onde saem os recursos para o pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial dos brasileiros, precisará de aportes bilionários de recursos em 2014 e em 2015 para manter o "equilíbrio orçamentário".
O Tesouro está ficando com os recursos do FAT"
Quintino Severo, presidente do Codefat e representante da CUT
A avaliação consta em relatório sobre o fundo que está na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviada pelo governo ao Congresso Nacional na última semana, e é assinada pelo coordenador-Geral de Recursos do FAT, Paulo Cesar Bezerra de Souza, por Tito Calvo Jachelli, subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração-substituto,  e pelo secretário-Executivo do Conselho Deliberativo do FAT, Rodolfo Torelly. Em 2013, o Tesouro já aportou R$ 4,8 bilhões no FAT.
Neste ano, segundo o relatório, a necessidade de aporte do Tesouro Nacional, para cobrir o resultado negativo, será de R$ 3,4 bilhões – além dos R$ 86,7 milhões que já constam na lei orçamentária de 2014. Em 2015, a situação será muito mais crítica. A previsão é que o FAT precisará de R$ 16,2 bilhões da União para fechar as contas e evitar um déficit.
As previsões de déficits consideram a "expectativa da continuidade da formalização de mão de obra, que aumenta o quantitativo de trabalhadores que acessam o seguro-desemprego e o abono salarial, bem como a avanço no aumento real do salário mínimo", diz o relatório.
O equilíbrio financeiro é importante para assegurar a manutenção do patrimônio do FAT, que custeia o pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial, além de programas de qualificação profissional e de intermediação do emprego, entre outros. Os R$ 3,4 bilhões, que seriam necessários aportar neste ano, são maiores que o orçamento do Ministério da Fazenda (R$ 3,2 bilhões em 2014) e equivale ao valor liberado para o Ministério da Justiça (R$ 3,4 bilhões neste ano). Em 2015, o valor de R$ 16,2 bilhões equivale a 14% da meta mínima de superávit primário (R$ 114,6 bilhões - 2% do PIB).
Receitas 'retidas'
Segundo o presidente do Conselho Deliberativo do FAT, Quintino Severo, representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o desequilíbrio nas contas do fundo acontece porque receitas do FAT estão "ficando retidas no governo federal".
"Grande parte [das retenções acontece] pela DRU [Desvinculação de Recursos da União] e outra parte pelas desonerações [do PIS/PASEP]. O Tesouro está ficando com os recursos do FAT", declarou ao G1. Em 2013, a DRU retirou R$ 13 bilhões do FAT.
Devolução de empréstimos
Severo afastou a possibilidade de que uma eventual ausência de aportes por parte do Tesouro Nacional afete o patrimônio do FAT – que somou R$ 209,7 bilhões no fim do ano passado.
Segundo ele, caso o Tesouro não coloque mais recursos no fundo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá de devolver, ao FAT, empréstimos já feitos no passado. Pela Constituição Federal, parte das receitas do FAT deve ir para o BNDES financiar projetos de infraestrutura.
"No início deste ano, fizemos uma recomendação ao BNDES para que se preparasse para fazer devolução dos empréstimos. Voltamos a conversar no Conselho [Codefat] e dissemos que a Fazenda precisava se manifestar. Ele [BNDES] vai aguardar manifestação do Tesouro. Se o Tesouro não repuser, de algum lugar [o recurso] terá de vir. Mas isso ainda está indefinido. Não sei quando essa definição vai ser tomada, mas o governo tem que decidir", declarou Quintino Severo.
G1 entrou em contato com a Secretaria do Tesouro Nacional, mas, até a publicação desta reportagem, ainda não havia recebido resposta sobre o pedido.
Rombo pode ser maior em 2014
A necessidade de recursos, estimada para 2014 para fechar as contas e evitar déficit no FAT, pode ser maior ainda do que os R$ 3,4 bilhões que constam no relatório do governo, no projeto da LDO de 2015.
Isso porque a previsão de pagamento do seguro-desemprego que está no documento, para este ano, é de R$ 27,75 bilhões, contra R$ 31,9 bilhões pagos em 2013. Ao mesmo tempo, a estimativa que consta no relatório para o pagamento do abono salarial é de R$ 15,23 bilhões em 2014 – contra R$ 14,65 bilhões no ano passado.
Deste modo, o valor pago no seguro-desemprego, mais o abono salarial, em 2013, somou R$ 46,56 bilhões. A expectativa do governo para estes benefícios neste ano totaliza R$ 42,98 bilhões, ou seja, R$ 3,58 bilhões a menos do que em 2013 – apesar do aumento do salário mínimo, fator que que eleva os valores dos benefícios.
Segundo Quintino Severo,  presidente do Codefat, a previsão para o déficit do FAT neste ano é muito maior do que os R$ 3,4 bilhões estimados pelo governo, alcançando a marca de R$ 13 bilhões negativos. "O problema é que o orçamento [do FAT] subfaturou as despesas e superfaturou as receitas. Na equipe do Codefat, estamos sendo mais realistas. Achamos que a nossa projeção é correta. A gente fala em R$ 13 bilhões [de resultado negativo em 2014]", declarou.
Para 2015, o governo projeta R$ 38,5 bilhões para o seguro-desemprego e R$ 18,88 bilhões para o abono salarial – um valor total de R$ 57,38 bilhões destinados para o pagamento dos dois benefícios.
Contas em 2014 e 2015
Para 2014, o relatório do orçamento estima que o total de obrigações (pagamentos) do FAT será de R$ 61,73 bilhões, sendo R$ 18,17 bihões em empréstimos para o BNDES. Ao mesmo tempo, o total das receitas, para este ano, é estimado em R$ 58,31 bilhões, considerando R$ 86,7 milhões em aportes do Tesouro. Estão previstos R$ 45,44 bilhões do PIS/PASEP e outros R$ 11,67 bilhões de remunerações.
Em 2015, por sua vez, o total de obrigações do FAT deverá saltar para R$ 78,79 bilhões, dos quais R$ 19,65 bilhões irão para o BNDES. Ao mesmo tempo, o total das receitas, para o próximo ano, é projetado em R$ 62,56 bilhões – sem o aporte, apontado como necessário para manter o equilíbrio financeiro do FAT, de R$ 16,22 bilhões do Tesouro Nacional. Do valor total das receitas previstas para 2014, R$ 49,14 bilhões virão do PIS/PASEP e R$ 12,5 bilhões de remunerações.
Impacto na meta de superávit primário
Eventuais repasses do Tesouro Nacional para o Fundo de Amparo ao Trabalhador, conforme necessidade apontada pelos técnicos do governo – que está na proposta da LDO para 2015 – deverão, se realizados, dificultar o atingimento da meta de superávit primário neste ano e em 2015.
Para 2014, a meta de todo o setor público consolidado, incluindo governo, estados, municípios e empresas estatais, é de R$ 99 bilhões, o equivalente a 1,9% do PIB. Em 2015, o governo enviou, no projeto da LDO do ano que vem, uma meta de R$ 143,3 bilhões, ou 2,5% do PIB. Entretanto, também informou que o esforço poderá ser reduzido para, no mínimo, R$ 114,6 bilhões, ou 2% do PIB.
Fazenda preocupada com gastos
Os gastos com o seguro-desemprego e com o abono salarial estão na alça de mira do Ministério da Fazenda há algum tempo. Em outubro do ano passado, o ministro Guido Mantega chegou a dizer que, para diminuir os pagamentos dos valores relativos ao seguro-desemprego e abono salarial, que somaram R$ 48 bilhões no ano passado, estudava exigir um curso de qualificação para os trabalhadores já a partir do primeiro pedido feito.
Pelas regras atuais, a exigência de um curso de qualificação passou a valer a partir do segundo pedido do seguro-desemprego feito em dez anos. Antes do dia 11 de outubro deste ano, a reciclagem era obrigatória somente a partir do terceiro pedido de seguro-desemprego feito pelo trabalhador.
Essa proposta, entretanto, desagradou às centrais sindicais. Em dezembro de 2013, Mantega defendeu uma "proposta conjunta" com os sindicatos. "Já fizemos reuniões. Sairá quando estiver maduro. Não estou enfiando a faca no pescoço de ninguém", declarou Mantega na ocasião. Segundo ele, a proposta tem de considerar o intesse do trabalhador e, também, atentar para a questão da despesa pública.
Quintino Severo, representante da CUT e presidente do Codefat, diz que o problema não está nos valores pagos em seguro-desemprego e sim na retirada de recursos do FAT pelo Tesouro Nacional - via DRU e desonerações tributárias. "O problema do FAT não são as despesas. Elas estão dentro do número de pessoas, que ampliou muito. Em 2002, 22 milhões tinham direito ao seguro-desemprego. Passou para quase 50 milhões de pessoas. Com um público maior com direito, é natural que aumente o acesso [ao benefício]", opinou.

fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/04/com-rombo-recorde-fat-precisara-de-aportes-bilionarios-de-recursos.html

Bairro nobre de SP ganha 'lixeiras' que funcionam com energia solar


Equipamentos foram instalados nas ruas dos Jardins.
Ao custo de R$ 8 mil, papeleira pode armazenar até 600 mil litros de resíduos.

Do G1 São Paulo
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Papeleira instalada em rua dos Jardins (Foto: Divulgação/Inova)Papeleira instalada em rua dos Jardins
(Foto: Divulgação/Inova)
Ruas dos Jardins, bairro nobre de São Paulo, ganharam papeleiras sustentáveis que funcionam com energia solar. As papeleiras são lixeiras exclusivas para o descarte de papel. As big bellys, como são chamadas, são dotadas de sensor que avisa via SMS quando está vazia, com 80% de sua capacidade ocupada ou quando está totalmente cheia.
Cada uma têm um custo médio de R$ 8 mil, segundo Inova Gestão de Serviços Urbanos, a fabricante do equipamento. Segundo a empresa, a papeleira precisa de apenas oito horas de sol para operar um mês inteiro. Além disso, pode armazenar até 600 litros de resíduos sem necessidade de manutenção, já que conta com um compactador automático, alimentado por um painel solar instalado no seu topo.
Por enquanto, trata-se de um projeto piloto do fabricante com a Associação de Lojistas dos Jardins, mas há a intenção de levá-lo para outras regiões da cidade, dependendo dos resultados dos estudos que estão sendo realizados, como a adesão e o cuidado da população com o equipamento.
Entre outras vantagens, a papeleira evita esgotamento rápido da capacidade de armazenamento, impacto na operação da equipe que faz a manutenção, a eliminação dos problemas com papeleiras onde a demanda de resíduo é maior, a eliminação de sacos de lixo de papeleiras nas ruas e o aumento da capacidade equivalente a 12 papeleiras convencionais.
As big bellys foram instaladas nos seguintes endereços: Alameda Lorena com a Rua da Consolação, Rua Peixoto Gomide com a Rua Oscar Freire, Rua Bela Cintra com a Rua Oscar Freire, Rua Bela Cintra com a Alameda Tietê, e Rua Melo Alves com a Rua Oscar Freire.

fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/04/bairro-nobre-de-sp-ganha-lixeiras-que-funcionam-com-energia-solar.html