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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Crianças são 52% do total de refugiados sírios, diz relatório da ONU


Agência da ONU divulgou 1ª pesquisa com crianças refugiadas.
Muitas não estudam e trabalham para ajudar a família.

Do G1, em São Paulo
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Mãe aguarda com bebê fora da tenda para ser registrado em campo na Jordânia (Foto: J. Kohler/Unhcr)Mãe aguarda com bebê fora da tenda para ser registrado em campo na Jordânia (Foto: J. Kohler/Unhcr)
mapa crianças refugiadas síria (Foto: Arte/G1)
Um relatório divulgado nesta sexta-feira (29) pelo Acnur, Alto Comissariado da ONU para Refugiados, mostra pela primeira vez a situação das crianças refugiadas da guerra civil que dura quase três anos na Síria. O estudo, intitulado “O Futuro da Síria – Crianças Refugiadas em Crise”, informa que há ao todo 1,1 milhão de crianças sírias refugiadas pelo conflito - o que equivale a 52% do total de sírios que deixaram o pais. Desse número, 75% têm menos de 12 anos.
Segundo o Acnur, a maioria das crianças refugiadas vive nos países vizinhos - com Jordânia e Líbano combinados hospedando mais de 60% de todas elas. Até o dia 31 de outubro, 291,2 mil crianças sírias viviam na Jordânia e 385 mil no Líbano.
Metade das crianças refugiadas sírias que vivem na Jordânia trabalha para ajudar na renda da família e mais da metade não frequenta a escola. "No Líbano, estima-se que mais de 200 mil crianças em idade escolar permanecerão fora da escola ate o final deste ano", diz o estudo.
Nesses dois países, mais de 3.700 crianças vivem sem um ou dois pais - ou ainda sem nenhuma proteção de adultos.
Mahmoud, de 15 anos, não vai para a escola há quase três anos. Na Síria, os pais se preocupavam com a segurança, então o privaram de ir. Hoje seu salário é de US$ 60 em uma peixaria, o que ajuda a pagar o aluguel da casa da família (Foto: S. Baldwin/Unhcr)Mahmoud, de 15 anos, não vai para a escola há quase três anos. Na Síria, os pais se preocupavam com a segurança, então o privaram de ir. Hoje seu salário é de US$ 60 em uma peixaria, o que ajuda a pagar o aluguel da casa da família (Foto: S. Baldwin/Unhcr)
"Estamos falando de pessoas que tiveram que fugir de uma guerra, as pessoas mais vulneráveis. Já é um impacto muito grave, mesmo que se consiga resolver o conflito em dezembro, mesmo assim é um impacto drástico e muito dramático. Tentamos ajudar o máximo possível, diminuir ao máximo o impacto dessa tragédia. Mas não somos uma agência política, somos uma agência humanitária. O que tentamos com isso [a pesquisa] é mostrar para o mundo como está terrível o drama humanitário, dando a dimensão com a parte mais vulnerável da sociedade [as crianças] e para mostrar que quem fugiu é vítima do conflito. E o que a pesquisa mostra é que as famílias estão sendo destruídas e que o futuro do país está sendo destruído", disse em entrevista ao G1 Andrés Ramirez, representante do Acnur no Brasil.
Até o final de setembro, o Brasil hospedava 286 refugiados sírios, dos quais 273 pediram refugio após o início dos conflitos. Ramirez disse que o país é o que mais recebe sírios da América Latina.
O conflito na Síria já deixou 115 mil mortos e começou quando manifestantes contrários ao regime do presidente Bashar al-Assad foram para as ruas protestar e sofreram forte repressão do governo. Nesses três anos, a oposição se fragmentou e militantes islâmicos se infiltraram na luta contra o regime. A ONU deve hospedar uma conferência para tentar uma solução pacífica para a crise em 22 de janeiro, em Genebra.

arte síria versão 08.10 (Foto: Arte/G1)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Garota de 17 anos cria empresa de US$ 250 milhões


Bella Weems fundou a Origami Owl para comprar um carro usado e hoje conta com rede de revendedores nos EUA

Da Redação - 27/11/2013
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O investimento inicial de Isabella Weems foi de US$ 350 (Foto: Divulgação)
Todos os negócios surgem por uma motivação. A da americana Isabella Weems, conhecida como Bella, era comprar um carro usado. Com a Origami Owl, plataforma online de joias, ela conseguiu bem mais que isso: em 2012, a empresa ganhou US$ 25 milhões. Neste ano, a expectativa é de um faturamento de US$ 250 milhões.
A Origami Owl foi criada em 2010. Na época, Bella tinha 14 anos e decidiu que um carro seria um presente apropriado para seu aniversário de 16 anos - nos Estados Unidos, essa idade tem uma aura parecida com a das debutantes brasileiras. Só que, em vez de pedir o carro de presente, ela decidiu que juntaria dinheiro. Seus pais sugeriram que ela abrisse sua própria empresa.
O investimento inicial na Origami Owl foi de US$ 350, dinheiro ganho por Bella em trabalhos como babá. Ela começou a fazer joias e contou com a ajuda de família e amigos para vendê-las para conhecidos. Em 2010, durante a Black Friday, ela conseguiu abrir um quiosque no shopping de sua cidade natal, Chandler, no Arizona. "A partir daí, o produto começou a vender sozinho", disse ela à revista Forbes.
No ano seguinte, já na internet, a Origami Owl começou a trabalhar com consultores, que compram as joias e as revendem. A principal forma de venda das joias é em "bares de joias", nome dado pela empresa a festinhas na casa dos revendedores.
Por enquanto, Bella não está administrando a empresa sozinha. Ela conta com a ajuda de sua mãe, Chrissy, alguns parentes e executivos com passagem por grandes empresas do setor de beleza. Por outro lado, Bella já realizou aquele sonho de três anos atrás, já que Bella é a feliz proprietário de um carro da Jeep novinho.

Família de mulher atropelada no PR deve entrar na Justiça contra taxista


Postagem em rede social motivou reação dos familiares da vítima.
Aposentada foi atropelada por táxi na região central de Maringá.

Do G1 PR, com informações da RPC TV Maringá
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A família da aposentada Mirtes de Oliveira Bodesta, de 64 anos, informou que deve entrar na Justiça contra o taxista Elton Rafael Garcia, de 22 anos, que a atropelou na região central de Maringá, no norte doParaná, na terça-feira (26). O filho da vítima disse que vai contratar um advogado, e que vai processar o motorista por causa do acidente e das fotos e dos comentários publicados em uma rede social na internet. Elton Garcia postou fotos do acidente e de ferimentos que sofreu, e nos comentários escreveu.
Questionado sobre as publicações na internet, Garcia disse ao G1 que se arrependeu da publicação. “Foi um momento de bobeira, de inocência. Não tinha ideia da proporção que isso poderia tomar”, afirmou.
O dono do táxi, Valdenir de Aguiar, foi até a delegacia de Maringá nesta quarta-feira (27), e abriu um Boletim de Ocorrências (B. O.) contra o funcionário que dirigia o veículo no momento do acidente. Ele disse que está indignado pelo acidente, e também pelas publicações feitas na internet.
“Ele [o taxista] considerou isso como uma brincadeira. Um carro daquele, na mão de uma pessoa como essa, eu chamo de irresponsabilidade, é uma arma muito perigosa. Aquela mulher poderia ter perdido a vida”, disse Aguiar.
O acidente
As imagens da câmera de segurança de uma loja mostram um táxi atravessando a Avenida Piratininga, cuja preferencial era do carro que seguia pela Avenida Santos Dumont.  Com a batida, o táxi invade a calçada em que a aposentada estava e a arremessa a cerca de dez metros.
A Polícia Civil disse que para o motorista ser indiciado por lesão corporal culposa, a própria vítima deve apresentar denúncia em 6 meses. "É uma irresponsabilidade do motorista de táxi. Agora, de acordo com a legislação penal, depende da vítima processá-la", informou o delegado Sérgio Barroso.
Vítima se recupera bem, diz hospital
Mirtes de Oliveira Podesta passou por uma cirurgia na tarde de terça-feira (26) e segue internada no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Maringá. Ela teve os braços e uma perna fraturados e deve passar por outras duas cirurgias, de acordo com o boletim médico.

Advogado pula de porta-malas para fugir de sequestro; veja imagens


Imagens mostram momento em que homem consegue escapar do carro.
Caso aconteceu no norte do PR; um dos suspeitos morreu e outro foi preso.

Do G1 PR, com informações da RPC TV Londrina
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Um advogado conseguiu escapar de um sequestro após pular do porta-malas de um carro em Ibiporã, no norte do Paraná. Câmeras de segurança da prefeitura registraram o momento em que Gilvan Leite abre o porta-malas com o carro em movimento. Após pular do automóvel, ele se levanta no meio da rua e recebe a ajuda de outras pessoas. Os dois sequestradores seguiram com o veículo depois de o advogado ter conseguido fugir.
O sequestro aconteceu na segunda-feira (25) em uma das mais movimentadas avenidas de Londrina, também no norte do estado. De lá, os sequestradores seguiram com o advogado até Ibiporã, que fica a 15 km de Londrina. As imagens foram liberadas na terça-feira (26) pela prefeitura do município.
O advogado contou que foi abordado por dois homens armados ao sair de uma agência bancária depois de realizar um depósito. Ele teve que dirigir o veículo até uma estrada rural, onde os bandidos o agrediram e o forçaram a entrar no porta-malas. O advogado conseguiu se libertar depois de quase duas horas, já em Ibiporã.
Leite relatou que os sequestradores diziam que o levariam para um cativeiro. “Quando eles falaram que faltava cinco minutos para chegar no local, eu pensei que deveria sair dali, se não iria morrer”, disse Leite.
A vítima contou que começou a mexer na fechadura do porta-malas e conseguiu abri-lo. “Eu o segurei fechado até encontrar o momento certo de pular. Eu senti que o carro estava em uma cidade. Quando diminuiu a velocidade, abri a porta e pulei”, relatou o advogado. Na queda, ele teve algumas contusões.
No mesmo dia, a polícia conseguiu localizar o carro roubado na zona norte de Londrina.  De acordo com a polícia, um dos suspeitos foi cercado e acabou morto após troca de tiros com policiais. O outro suspeito de participar do crime foi preso na terça-feira (26), também em Londrina. Segundo a polícia, ele foi identificado por ter deixado os documentos pessoais dentro do automóvel roubado.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Pai diz não saber o que levou mulher a entregar bebê para casal do Rio


Mãe, de 19 anos, disse para a polícia que menino tinha sido sequestrado.
Ela entregou a criança após contatos através da internet.

Do G1 Rio
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Johney Nulhia, o pai do bebê de Minas Gerais cujo desaparecimento chegou a ser denunciado como sequestro, mas que foi entregue a um casal do Rio de Janeiro pela própria mãe, afirmou que não sabe o que levou sua mulher, Renata Soares, a inventar a história. O caso foi mostrado nesta terça-feira (26), pelo Bom Dia Rio.
“A gente estudava, trabalhava, nunca faltou nada em casa, eu não consigo imaginar até porque foi um choque para todo mundo. Com certeza o meu sogro deve estar assustado, minha sogra também, a gente não consegue nem imaginar o motivo. Os policiais perguntaram pra ela o porquê  e ela falou que não sabe”, disse  Johney. A criança já foi levada pelo pai para Minas Gerais.
Depois de dias de angústia, o pai da criança pode carregar o alívio no colo. A história do bebê de dois meses que sumiu em Belo Horizonte e apareceu no Rio  é surpreendente. No sábado (23), a mãe acionou a polícia dizendo que o bebê havia sido sequestrado.
“Um casal de chineses e um outro cara, ele falava português, ele colocou uma arma atrás de mim e falou assim: não olha pra trás, a gente só quer o menino. Se você olhar pra trás eu vou atirar. Aí a mulher puxou o meu filho”, contou a mãe da criança Renata Soares.
Bebê volta para os braços do pai (Foto: Reprodução/TV Globo)Bebê volta para os braços do pai
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Investigação
O fato causou repercussão; a polícia de Minas se mobilizou, PMs fizeram buscas pela cidade atrás da criança e a Polícia Civil abriu investigação na mesma hora. 
A localização do bebê foi descoberta após uma ligação ao Disque-Denúncia. Os policiais chegaram em uma casa em Vila Valqueire e encontraram a criança com uma jovem de 17 anos.
A jovem contou que a mãe do bebê havia doado a criança pra ela; tudo foi combinado pela internet. Segundo a jovem, o acerto foi feito ao longo de um mês de conversas.
“Eu fiz uma enquete, um fórum. Ela não escreveu nada na enquete, veio direito no meu e-mail, pois eu tinha deixado o e-mail, e ela veio falando que queria doar o neném e eu falei que eu queria muito ter um neném”, contou a jovem.  
Usando pseudônimo, Renata teria contado que queria doar o bebê e disse que seria a decisão mais difícil da vida e pediu que ela entrasse em contato por e-mail. A última mensagem Renata avisou que a criança estava sendo procurada e pediu que ela não saísse de casa para não chamara a atenção.
A adolescente de 17 anos contou ainda que foi acompanhada do namorado até Belo Horizonte. Ela disse que decidiu ficar com a criança porque tinha perdido um bebê há poucos meses, ainda durante a gestação.
A jovem e o namorado, que também é menor de idade, foram apreendidos e levados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, por crime análogo à subtração de menores. A mãe do bebê está presa em Belo Horizonte.

Laudo médico diz que Genoino não precisa ficar em casa para se tratar


Para junta médica, problema cardíaco 'não se caracteriza como grave'.
Documento enviado ao STF nesta quarta é assinado por médicos da UnB.

Mariana OliveiraDo G1, em Brasília
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Laudo médico assinado por cardiologistas da Universidade de Brasília (UnB) e entregue nesta terça-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirma que a cardiopatia do ex-presidente do PT e deputado federal licenciado José Genoino "não se caracteriza como grave" e que não há necessidade de tratamento domiciliar permanente.
Condenado no julgamento do mensalão, o deputado, que tem problemas cardíacos, foi preso no último dia 15 e levado para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para cumprir pena em regime semiaberto. Na semana passada, ele passou mal na prisão e foi transferido para um hospital, do qual teve alta no sábado (23).
Em razão do estado de saúde de Genoino, o presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, concedeu prisão domiciliar temporária até que saísse o resultado da avaliação da junta médica da UnB, nomeada por ordem do próprio ministro. É com base nessa avaliação que Barbosa vai decidir se autorizará o cumprimento da pena em prisão domiciliar.
[Medicamentos] devem ser rigorosamente mantidos enquanto perdurar o tratamento anticoagulante, não sendo imprescindível, para tanto, a permanência domiciliar fixa do paciente, salvaguardadas as condições para o devido controle periódico do tratamento."
Texto do laudo da junta médica da UnB que avaliou o estado do deputado José Genoino
"[Medicamentos] devem ser rigorosamente mantidos enquanto perdurar o tratamento anticoagulante, não sendo imprescindível, para tanto, a permanência domiciliar fixa do paciente, salvaguardadas as condições para o devido controle periódico do tratamento", diz o texto do laudo.
Genoino fez cirurgia em julho para tratar um caso de dissecção da aorta, uma grande artéria que sai do coração, de onde partem os ramos que levam o sangue para os tecidos do corpo. A estrutura da parede da aorta tem três camadas, para aguentar a pressão do bombeamento do sangue. A dissecção da aorta ocorre quando o sangue se desvia do interior da artéria para o interior da parede e passa a correr entre as camadas dessa estrutura.
Para se recuperar, Genoino pediu licença médica à Câmara dos Deputados e aguarda análise de solicitação de aposentadoria por invalidez – nesta segunda, uma junta de médicos da Câmara avaliou Genoino, mas o resultado da avaliação ainda não foi divulgado. A Mesa Diretora da Câmara aguarda essa avaliação para decidir sobre o pedido de aposentadoria.
'Bom estado geral'
Em documento de nove páginas, o documento assinado pelos médicos da UnB afirma que "em pleno gozo das suas faculdades mentais", Genoino informou ser portador de hipertensão há três décadas e disse ainda que faz tratamentos com anti-hipertensivos. Ele relatou ter sido submetido a cirurgia e que, duas semanas depois, apresentou acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico.
O laudo afirma que o AVC acabou revertido "sem deixar qualquer sequela neurológica".
"Nesse ínterim vinha passando bem, sem manifestações clínicas de relevância. [...]  Assim permaneceu até o momento, há poucas semanas, em que passou a vivenciar circunstância de intenso estresse emocional. Desde então vem apresentando um conjunto de manifestações clínicas sintomáticas, de forte componente psicossomático."
A perícia constatou, diz o documento, paciente "em bom estado geral, cônscio, comunicativo, levemente ansioso, mas tranquilo em sua comunicação, levemente dispneico e com expressão de cansaço ao falar."
Conforme o documento, foram realizados exames que afastaram "a hipótese de infarto do miocárdio". Ele realizou eletrocardiograma e angiotomografia.
Os exames concluíram que há "discreta cardiopatia aterosclerótica e/ou hipertensiva, aterosclerose coronária não obstrutiva sem insuficiência".
"Conjuntamente, estas condições não se constituem em graves doenças cardiovasculares, segundo critérios da Sociedade Brasileira de Cardiologia", diz o texto.
Hipertensão
O paciente, diz o laudo, é "portador de hipertensão arterial sistêmica de grau leve a moderado de longa data, revertida por meio de controle medicamentoso específico".
Além de hipertensão, Genoino tem, segundo o laudo, "dislipidemia e distúrbio da coagulação". Segundo o laudo, ele precisa manter o tratamento da hipertensão e da dislipidemia, mas sem necessidade de tratamento domiciliar permanente.
"O tratamento anti-hipertensivo de longo prazo deve incluir adequado emprego permanente de medicamentos específicos coadjuvado, tanto quando possível, por dieta hipossódica, restrição de atividade física vigorosa, prática regular leve a moderada de atividade física aeróbica e restrição de influência de fatores psicológicos estressantes, não sendo imprescindível, para tanto, a permanência domiciliar fixa do indivíduo."
Em relação ao distúrbio da coagulação, os médicos destacaram que episódios de "escarros ferruginosos e de sangramento nasal" ocorreram devido à dose inadequada de remédio – ainda na prisão, Genoino queixou-se de que estava cuspindo sangue.
Na conclusão, os médicos dizem que Genoino tem hipertensão arterial leve a moderada, dislipidemia, distúrbio da coagulação e cardiopatia que não se caracteriza como grave.
"Genoino é portador de cardiopatia que não se caracteriza como grave, com base nas diretrizes pertinentes da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Assim sendo, o conceito de doença cardiovascular grave não se aplica ao presente caso em seu contexto clínico-cirúrgico de momento atual, que se apresenta sob impressão de expectativa favorável", afirma o documento.