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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Tubarão-branco mata banhista na Nova Zelândia



Homem de 47 anos foi mordido na praia de Muriwai Beach.
Praia foi esvaziada e isolada, enquanto policiais passaram a vigiar o mar.

Da EFE
Um homem de 47 anos morreu após ser atacado por um tubarão-branco quando nadava em uma praia situada no norte da Nova Zelândia, informaram nesta quarta-feira (27) as autoridades locais.
A vítima foi encontrada na tarde desta quarta (horário local) após ser "mordida por um grande tubarão" em Muriwai Beach, a 30 km de Auckland, na Ilha do Norte.
Policiais patrulham e até disparam contra um tubarão nas águas da praia de Muriwai Beach. (Foto: Ross Land / AP Photo)Policiais patrulham e até disparam contra um tubarão nas águas da praia de Muriwai Beach. (Foto: Ross Land / AP Photo)
A praia onde aconteceu o ataque mortal foi isolada pela polícia e fechada para os mais de 200 banhistas que se encontravam no local no momento do incidente.
Interantes de uma brigada da polícia patrulham as águas para tentar encontrar o tubarão, segundo indicaram as autoridades em comunicado.
Os ataques de tubarões em águas neozelandesas são raros, tendo sido registrados apenas 14 casos desde 1830.

fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/02/tubarao-branco-mata-banhista-na-nova-zelandia.html

Segue desnorteado homem que ficou 'grudado' após choque no RN


Iranilson Pereira da Costa ficou quase uma hora em cima de transformador.
Ele levou uma descarga elétrica na manhã desta terça (26), em Parnamirim.

Do G1 RN
O eletricista Iranilson Pereira da Costa, de 51 anos, que levou uma descarga elétrica no alto de um poste na manhã desta terça-feira (26), em Parnamirim, na Grande Natal, segue internado no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, na capital potiguar. Segundo a assessoria de imprensa da unidade, ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus nos braços, nádegas e na coxa esquerda e está consciente. No entanto, segue bastante desnorteado após o choque.
Iranilton Pereira da Costa sofreu queimaduras nos braços, nádegas e coxa esquerda (Foto: Ana Amaral/Prefeitura de Parnamirim)Iranilton Pereira da Costa sofreu queimaduras
(Foto: Ana Amaral/Prefeitura de Parnamirim)
Ao G1, a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) confirmou que o eletricista não é empregado nem terceirizado da concessionária. “Na hora do acidente, ele realizava serviços em um transformador particular, pertencente a uma clínica médica, quando aproximou-se da rede de alta tensão da Cosern, sofrendo uma descarga elétrica”, disse a assessoria de comunicação da empresa.
Homem sendo socorrido por Bombeiro após o acidente. (Foto: Ana Amaral/Prefeitura de Parnamirim)Eletricista foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros
(Foto: Ana Amaral/Prefeitura de Parnamirim)
Socorristas do Corpo de Bombeiros, que resgataram Iranilson, confirmaram que ele utilizava apenas um cinto como equipamento de segurança, o que evitou que ele despencasse de cima do poste. Sem luvas, macacão, botas apropriadas ou capacete, o eletricista levou o choque e acabou ficando agarrado em cima do transformador preso ao poste.
O fato aconteceu no Centro da cidade de Parnamirim, na Grande Natal. Segundo informações da Prefeitura, o eletricista trabalhava na instalação de um transformador. Vicente Neto, que é ouvidor do município, disse que o homem, mesmo após sofrer a descarga, ainda conseguiu pular para o transformador, que não estava ligado e não foi afetado pela corrente elétrica, ficando no local por aproximadamente 40 minutos aguardando o socorro do Corpo de Bombeiros.
Após levar o choque, homem ficou deitado sobre o transformador preso ao poste  (Foto: Ana Amaral/Prefeitura de Parnamirim)Após levar o choque, Iranilson ficou deitado sobre o transformador preso ao poste
(Foto: Ana Amaral/Prefeitura de Parnamirim)

Vídeo: padre recebe e beija duas moças na casa paroquial



Extra
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Um vídeo obtido pelo EXTRA mostra o padre Emilson Soares Corrêa fazendo sexo com duas jovens dentro da casa paroquial da Igreja Nossa Senhora do Amparo, em São Gonçalo, onde trabalhava. Elas se revezaram nas filmagens do flagrante, feitas com um celular. Uma das vítimas, de 19 anos, acusa o padre de estuprá-la desde os 7 anos. A outra jovem que aparece no vídeo seria menor de idade, de 15 anos. O tempo total do vídeo é de 5 minutos, mas os trechos com cenas de sexo explicíto foram excluídos.
O padre é acusado, ainda, de abusar sexualmente da irmã da jovem de 19 anos, uma criança de apenas 10 anos. Em depoimento, a mais velha contou que armou a situação a pedido de seu pai e chamou uma outra adolescente para fazer sexo com o religioso.
A denúncia foi levada à delegacia pelo pai das meninas. Segundo ele, foi sua ex-mulher que flagrou a filha mais velha discutindo com o padre. Na ocasião, a jovem revelou à mãe que se relacionava sexualmente com o pároco.
Em petição enviada à delegacia, Emilson confessa ter mantido relações sexuais com a mais velha das duas irmãs, mas só após ela ter completado 18 anos. Segundo o texto, ele "se sentiu envolvido emocionalmente" com a jovem.
A delegada Marta Dominguez indiciou o padre por estupro de vulnerável. Ela explica que a denúncia só leva em consideração o abuso sexual contra a irmã mais nova, de 10 anos. Segundo ela, o caso da irmã mais velha não se enquadra no crime, já que não ficou provado que houve qualquer tipo de ameaça contra ela, o que seria necessário para caracterizar o estupro de uma vítima maior de 14 anos.
Sacerdote é suspenso pela Arquidiocese
Diante da denúncia, a Arquidiocese de Niterói informa que decidiu pela "suspensão temporária do sacerdote". Atualmente, o padre não é responsável por nenhuma paróquia. A instituição também alegou, em nota, que a acusação está sendo investigada e que "o próprio sacerdote levou a denúncia ao conhecimento do Ministério Público, para que apure a veracidade ou não da mesma".
Advogado: ‘a carne é fraca’
“A carne é fraca. O padre também é um ser humano”. Assim o advogado Roberto Vitagliano justificou a postura de seu cliente, Emilson Soares Côrrea.
- Ele manteve sim relações (com a jovem) desde o ano passado. É uma moça lúcida, bonita e insinuante. Sabia o que estava fazendo - disse o advogado.
Segundo Vitagliano, o padre foi seduzido pela garota:
- O Emilson é uma pessoa simples e a apuração dos fatos mostrará que ele é uma vítima. Tanto que comunicou tudo o que aconteceu ao Ministério Público, em novembro do ano passado, antes de os fatos virem à tona. Essa acusação de estupro é uma deslavada mentira. A criança está sendo manipulada pelo pai.
O advogado não quis comentar o vídeo porque não teve acesso a ele.


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/video-padre-recebe-beija-duas-mocas-na-casa-paroquial-7680989.html#ixzz2M6JBtcGX

‘Maior sofrimento do Papa foram os casos de pedofilia’, diz biógrafo



  • Em encontro pouco antes da renúncia, Bento XVI disse que que não conseguia compreender o objetivo do VatiLeaks
  • Peter Seewald era comunista quando converteu-se de novo ao catolicismo e tornou-se o biógrafo do Pontífice
GRAÇA MAGALHÃES-RUETHER (EMAIL·FACEBOOK·TWITTER)
CORRESPONDENTE(FACEBOOK·TWITTER)
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Peter Seewald deixa Vaticano, em foto de 2010
Foto: Reuters
Peter Seewald deixa Vaticano, em foto de 2010 Reuters
BERLIM — Tudo começou com uma entrevista com o então líder da Congregação da Doutrina da Fé, cardeal Joseph Ratzinger, em 1992. O encontro mudou a vida do jornalista alemão, que, comunista, converteu-se de novo ao catolicismo e tornou-se o biógrafo do Pontífice. Da série de entrevistas, que prosseguiram depois que Ratzinger foi eleito Papa, surgiram os livros “O sal da terra”, “Deus e o mundo” e “Luz do mundo”, traduzidos para mais de 20 idiomas, com mais de um milhão de exemplares vendidos, best-sellers que mostram uma imagem diferente, bastante pessoal, do Pontífice que deixa o Trono de São Pedro esta semana.
O GLOBO: Quando o senhor esteve com o Papa pela última vez, notou que ele pretendia renunciar?
Peter Seewald: Percebi que ele demonstrava estar esgotado. Parecia ter envelhecido. Estava com problemas de vista e aparentava ter perdido a energia. Ele falou sobre o terceiro volume de sua obra sobre Jesus como se fosse seu último livro. Disse que era um homem idoso, que perdia as forças. Mesmo assim, fiquei surpreso com a renúncia, dez semanas depois do encontro. Nessa conversa, para preparar uma biografia, falamos sobre a sua vida, desde a juventude, sobre o relacionamento que tinha com os pais, a era nazista, como ele desertou da Wehrmacht (o exército de Hitler) e sobre o início da vida como padre.
Ele falou algo sobre as intrigas na Cúria?
Peter Seewald: Falou, mas em um encontro anterior que tivemos, em agosto, na sua residência de verão. Ele disse que não conseguia compreender o objetivo do vazamento de informações por meio do seu mordomo, o caso chamado de VatiLeaks. Mas fez questão de dizer que o caso deveria ser julgado pela Justiça, e não por ele. Ele nunca procurou exercer poder, ficava de fora das intrigas do Vaticano. O Papa vivia com a humildade de um monge. Bento XVI nunca foi um manager, mas não é certo dizer que ele não governou no Vaticano. Ele mandou transferir milhões de euros para os programas de combate à Aids na Africa, reorganizou o Banco do Vaticano. Mas ele também admitiu erros, como o de ter reabilitado o bispo Richard Williamson, da Fraternidade de São Pio. E seu maior sofrimento foram os casos de pedofilia, que combateu mandando punir os culpados.
Qual é o legado de Bento XVI?
Peter Seewald: Foi muito importante o diálogo com outras religiões, a visita a uma sinagoga, a uma mesquita e ao mosteiro de Martinho Lutero, o berço do protestantismo, como fez em visita à Alemanha. Bento XVI nunca teve problema com pessoas que pensavam de forma diferente da sua, pois ele mesmo era controverso como teólogo. E ele foi o Papa que escreveu uma grande obra. Nenhum, antes dele, deixou como legado uma obra tão monumental sobre Jesus Cristo. Ele é o mais bem sucedido teólogo da Alemanha. Quando era chefe da Congregação para a Doutrina da Fé, muitos o chamavam de inquisidor, mas ele era um perseguido, que nunca falava mal daqueles que discordavam dele, nem de Hans Küng, que, há muitos anos, era um dos seus maiores críticos. Bento XVI vai entrar para a História como um Papa que cultivou as origens do cristianismo e fez com que outras religiões cristãs não vissem mais no Vaticano um concorrente, e sim um símbolo da unidade. E como o Papa que mais criticou o abismo entre ricos e pobres, a miséria nos países pobres e as guerras do Ocidente.
O que o senhor espera do próximo Papa?
Peter Seewald: Ele vai ter, com certeza, estilo próprio. Vai trazer carisma e prosseguir a grande herança de João Paulo II e Bento XVI. Mas a principal tarefa de um Papa é dar à Igreja e ao mundo uma boa palavra, que ajude a encontrar orientação nessa época em diversos aspectos confusa. A palavra do amor, da verdade. E isso é difícil, levando em consideração o paganismo, que está ficando cada vez mais forte, e o ateísmo, que adquire formas cada vez mais agressivas. Isso é o que interessa às pessoas. Uma palavra que venha de uma oração, de uma ligação intensiva com Jesus. Isso queremos ouvir de um Papa.
E quanto à reforma da Igreja?
Peter Seewald: Eu acho que as discussões sobre a reforma interna da Igreja Católica tiveram um efeito negativo, paralisador. Eu não acho, também, que o fim do celibato ou a abertura do sacerdócio para as mulheres ajudaria a melhorar a situação. As pessoas não iriam mais à igreja se os padres fossem casados ou se as missas fossem rezadas por mulheres. Aqui na Alemanha, a Igreja Luterana tem mais perdas de fiéis, embora já tenha feito, há séculos, essas reformas.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/maior-sofrimento-do-papa-foram-os-casos-de-pedofilia-diz-biografo-7684672#ixzz2M6Izo5j9
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

'Galã do Facebook' aplicava golpes em mulheres de SP, SC e AM, diz polícia


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Ele era procurado pelas polícias de SP e SC por atrair vítimas na internet.
Segundo polícia, alvos eram mulheres mais velhas e bem sucedidas.

Tiago MeloDo G1 AM
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Leandro foi preso em um hotel na Avenida Getúlio Vargas, Centro (Foto: Tiago Melo / G1 AM)Leandro foi preso em um hotel na Avenida Getúlio
Vargas, Centro (Foto: Tiago Melo/G1 AM)
Leandro Lentz Bittencourt, de 34 anos, natural de Santa Catarina, foi preso nesta segunda-feira (25) em um hotel localizado na Avenida Getúlio Vargas, Centro de Manaus, pela Polícia Interestadual (Polinter) em cumprimento a um mandado de prisão por estelionato e porte de ilegal de arma de fogo. Ele é conhecido como 'Galã do Facebook' por, segundo a polícia, atrair as vítimas na rede social.

O delegado da Polinter, Carlos Alberto Alencar de Andrade, explicou que o suspeito agia em redes sociais, especialmente o Facebook, onde conhecia as vítimas, se aproximava, adquiria confiança e aplicava o golpe. O delegado afirmou ainda que as vítimas eram sempre mulheres mais velhas, em geral solteiras e bem sucedidas.
"Iniciamos as investigações há cerca de três meses quando nos foi enviada a carta precatória de dois mandados de prisão dos Estados de São Paulo e Santa Catarina, por porte ilegal de arma de fogo e estelionato, respectivamente", destacou o delegado. "Em Manaus temos apenas um caso registrado, pela família da vítima. Trata-se de uma mulher de quarenta anos que caiu no golpe dele", disse Carlos Alberto.
Ainda segundo o delegado, Leandro, que mora em Manaus há quatro anos, já havia sido preso em 2012 em cumprimento a um mandado de prisão em São Paulo. "Ele acabou sendo liberado visto que ele age sem violência e isso facilita a revogação de suas preventivas. Por isso pedimos às pessoas que tenham sido vítima desse cidadão, que procurem a delegacia e façam o registro pra dificultar a soltura dele", informou o delegado.
De acordo com informações da Polícia Civil, Leandro Lentz também aplicava golpes nos hotéis em que ficava, emitindo cheques sem fundo e, por vezes, saindo sem pagar a estadia. "Ele será encaminhado à Delegacia de Roubos e Furtos. Nosso objetivo era fazer a apreensão e cumprir o mandado. Já lá na delegacia ele será ouvido e novos detalhes devem surgir", concluiu.
Em depoimento, Leandro negou os crimes pelos quais é acusado. "Sou inocente, nunca fiz nada disso que me acusam. Tenho a consciência limpa e sou trabalhador", disse.

fonte: http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2013/02/gala-do-facebook-aplicava-golpes-em-mulheres-de-sp-sc-e-am-diz-policia.html

Polícia informa morte de filho à mãe pelo Facebook



Carolina RibeiroPara o TechTudo
Autoridades do Condado de Clayton, na Geórgia, nos Estados Unidos, entraram em contato com a americana Anna Lamb-Creasey pelo Facebook para dizer que o filho dela estava morto. Ela não soube da existência da mensagem por um mês, uma vez que o recado estava na pasta oculta ”Outros” da rede social.
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Polícia entra em contato com mãe de vítima por mensagem no Facebook (Foto: Reprodução/News One)Polícia entra em contato com mãe de vítima por mensagem no Facebook (Foto: Reprodução/News One)
A mãe de Rickie somente teve acesso a mensagem da polícia quando acessou a pasta, na qual ficam armazenados os recados de pessoas que não estão na lista de contatos. A mensagem pedia que ela entrasse em contato com a polícia imediatamente, pois se tratava de um assunto importante. Ao fazer a ligação, ela descobriu que Rickie havia falecido após ser atropelado por um carro no dia 24 de janeiro. Anna ficou furiosa com o fato das autoridades não conseguirem encontrá-la para dizer pessoalmente que seu filho havia morrido.
“Eles me disseram que eles fizeram o melhor que puderam. Mas eu não tenho certeza sobre isso. Eles podem achar um criminoso, mas eles não podem me encontrar? Eles poderiam ter feito melhor”, disse Anna ao site Atlanta’s News.
Antes de ler a mensagem, Anna Lamb-Creasey já havia ligado para as delegacias e hospitais locais. Sem resposta, a mulher deixou um recado no mural do filho. "Rickie, onde você está? Te amo, mãe", escreveu.
A polícia afirmou que antes de mandar uma mensagem para a mãe e irmã da vítima pelo Facebook, eles tentaram entrar em contato de outras formas. As autoridades usaram a conta do funcionário ”Misty Hancock”, que na foto do perfil aparece ao lado do rapper TI – cantor que já foi preso por posse ilegal de armas.
Tem dúvidas sobre o Facebook? Pergunte no Fórum do TechTudo!
Via Mashable

fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2013/02/policia-informa-morte-de-filho-mae-pelo-facebook.html

'Novo Papa tem que estar antenado com o mundo', diz Dom Geraldo


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Cardeal é um dos 115 que vão participar de conclave que escolhe pontífice.
Ele falou sobre os desafios atuais da Igreja Católica com essa mudança.

Ida Sandes*Do G1 BA
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dom geraldo magella (Foto: Ida Sandes / G1)Dom Geraldo Majella dá entrevista antes de
embarcar para o Vaticano (Foto: Ida Sandes / G1)
Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, o cardeal arcebispo émérito de Salvador, Dom Geraldo Majella Agnelo, disse ao G1 que o novo pontífice "deve estar atento com o mundo inteiro". Ele concedeu  uma entrevista pouco antes de embarcar para o Vaticano, na noite de domingo (24).
Dom Geraldo falou sobre os desafios atuais da Igreja Católica, do perfil do futuro Papa, sobre como funciona a cerimônia do conclave e de uma possível influência de Bento XVI na escolha do novo sucessor.
Ele é um dos 115 cardeais que devem participar da escolha do novo Papa, sendo que cinco deles são brasileiros. Além de Dom Geraldo Majella, os demais brasileiros concorrentes e votantes são o arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Dom Raymundo Damasceno de Assis, de 76 anos; o arcebispo emérito de São Paulo, Dom Claudio Hummes, de 78 anos; Dom João Braz de Aviz, de 65; e o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, de 63.
Leia a seguir os principais trechos da entrevista do arcebispo emérito de Salvador sobre a escolha do novo pontífice.
G1 - Diante dos desafios atuais da Igreja, qual o perfil que o futuro Papa deve ter?
Dom Geraldo - A idade não pode ser uma condição. O importante nele é que seja um homem que com a sua visão, com a sua preocupação, abarque todo o mundo. Ele não pode fazer exclusão de preocupações. Tem que se preocupar com toda a igreja. É importante que tenha a capacidade de estar atento, antenado com o mundo inteiro, para que ele possa, diante de Deus, suscitar a este mundo um pouco de esperança.
G1 - O senhor acha que existe chance de um cardeal da América Latina ou um africano ser um Papa, quem sabe até um brasileiro? Existe abertura para essa escolha?
Dom Geraldo - Essa pergunta também foi feita quando chegou um Papa que veio de longe. Durante 400 anos, os Papas eram italianos. Com João Paulo II, ele veio de longe, veio da Polônia. Depois dele, veio o Papa Bento XVI, que é alemão. Na segunda vez nem se colocou a preocupação. Vem de Roma, vem da Itália, vem de longe. Ninguém se preocupou. De todo jeito, ainda era da Europa. Agora, nós já temos uma visão de mundo. Eu acho que está aberto para todo mundo.
G1 - O senhor já sabe em quem vai votar?
Dom Geraldo - Acho que tem que ser um homem acolhedor. O Papa João Paulo [II] não falava tanto, mas era uma pessoa que você sentia acolhimento. Isso é importantíssimo. Que o [novo] Papa também seja uma pessoa acolhedora, muito acolhedor, muito pastor. Cristo é o bom pastor. Um bom pastor para a Igreja. E uma pessoa que seja ele mesmo. De fato, graças a Deus, a gente tem visto sempre no Papa uma pessoa que é uma testemunha. Que ele possa demonstrar isso.
Papa Bento XVI abençõe multidão de fiéis presentes neste domingo durante a oração do Ângelus (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)Papa Bento XVI abençoa multidão de fiéis presentes no domingo (24) durante a oração do Ângelus (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)
G1 - Pelo fato de estar vivo, o Papa Bento XVI pode ter alguma influência na escolha do seu sucessor?
Dom Geraldo - Ele se manifestou que não quer ter nenhuma influência nesse sentido. Ele está aí até hoje, segunda-feira, terça-feira, eu não sei, está anunciando um motu próprio [documento papal que pode mudar a legislação [nesta segunda-feira (25), Bento XVI aprovou que o conclave seja adiantado]. Quer dizer, é uma intervenção dele nas normas para o conclave. Nas normas, ele não estará presente. Dia 28, ele se retira para Castelo Gandolfo. Já não é mais o Papa. Todo mundo vai dizer “Papa Bento”. Assim como diz “bispo emérito”, “Papa emérito”. Se, como agora, nesse tempo em que as comunicações e as viagens podem ser feitas em 24h, a maioria, no máximo 30h, de uma parte do mundo para outra, a presença é muito... Se faz muito mais rápida. Tendo uma boa presença em Roma, o Papa Bento ficou preocupado e disse: "Bom, então, pode-se começar antes”. Mas isso iria contrariar a norma vigente, então a intervenção dele.
G1 - Então não houve nenhum tipo de antecipação?
Dom Geraldo - Não, não. Nós estamos esperando essa intervenção dele. E, pelo que foi dito pelo porta voz do Vaticano, ele vai convocar uma reunião com os cardeais que estiverem, pedindo que se reúnam imediatamente no dia seguinte para decidir quantos dias para começar o Conclave.
G1 - E a data vai ser definida nessa reunião?
Dom Geraldo - Nessa reunião pode ser antecipada. Provavelmente será proposto dia 10. Um tempo precisa. Mas em vez de esperar quinze dias ou vinte dias...
G1 - Há algum tipo de urgência?
Dom Geraldo - Não, não. Sabe o que acontece? É que os cardeais estão em Roma, fica mais fácil aproveitar o seu tempo.
G1 - O senhor conversou com os demais cardeais brasileiros a respeito da escolha?
Dom Geraldo - Não, não cheguei. Só mesmo na viagem. Eu vou agora. Dom Odílio, Dom Damasceno e eu ficaremos no colégio Pio Brasileiro. Isso já definimos. Estaremos ali conversando. Não pode falar de outra coisa. Tem que falar necessariamente, mesmo que tenhámos muitos outros assuntos, mas esse é um assunto que não pode... Agora, nós não vamos fechar assim: "Olha, nós vamos votar em fulano".
G1 – Existe isso?
Dom Geraldo - Não.
G1 - Como o senhor viu a renúncia do Papa Bento XVI?
Dom Geraldo Majella - Não havendo após 600 anos, não se pensa que o Papa vai renunciar, mesmo vendo a situação do Papa Bento XVI na sua debilidade física, fragilidade física. Lembra também do Papa João Paulo II, que era um homem cheio de vigor, mas que, no fim, teve um declínio muito pesado. Ele olhava tudo, mas não tinha aquela comunicação de falar, como gostava antes. Eu recebi [a notícia] imediatamente lembrando do passado e, ao mesmo tempo, dizendo que ele fez um ato de coragem, um ato de humildade em um mundo onde as pessoas estão tão preocupadas pelo primeiro lugar, de ir na frente, de ser mais votado. Alguém renunciar é difícil. Eu acredito que o Papa também, intimamente, tenha sentido profundamente o que ele estava fazendo. Agora, vamos ver a capacidade dele também de resistir até o fim.
G1 - Como funciona o ritual da escolha do novo Papa?
Dom Geraldo Majella - Nós nos recolhemos na véspera do início do conclave propriamente dito. Na véspera, vamos para a casa de Santa Marta, em Roma, que é vizinho da Basílica de São Pedro. Para nós irmos até a Capela Sistina, a gente deve fazer um percurso para depois subir para a Capela Sistina, aonde se faz o lugar da missa para o início e também aonde nós iremos fazer, de fato, as votações.
G1 - Quem acha que tem mais possibilidade de ser o novo Papa?
Dom Geraldo Majella - Olha aqui, se você toma o número dos cardeais por procedência, os italianos são os mais numerosos e, por isso, durante 400 anos, todos os Papas foram italianos. Foi com João Paulo II é que começou [a mudança], ele é polonês. E depois com o Papa Bento [XVI], alemão. Há possibilidade, mesmo que fosse de um país mais longe, ele pode ser eleito, não é que seja difícil. O Papa pode vir de qualquer parte e eu também tenho bastante espírito de fé de que não é uma escolha política, de grupo, para satisfazer a isso, a aquilo. É alguém em que eu vejo a possibilidade de ser o eleito de Deus.
G1 - Acha que o senhor pode vir a ser o Papa?
Dom Geraldo Majella - Eu já tenho idade. Vou fazer 80 anos em outubro desse ano. Eu não acredito que seja normal ser escolhido para uma hora dessa.
Freiras fazem reflexão antes da oração do Ângelus, a última conduzida pelo Papa Bento XVI, que deve oficializar sua saída como líder da Igreja Católica na próxima quinta-feira (Foto: Alessandra Tarantino/AP)Freiras fazem reflexão antes da oração do Ângelus,
a última conduzida pelo Papa Bento XVI
(Foto: Alessandra Tarantino/AP)
G1 - Esta é a segunda vez que o senhor participa da escolha de uma Papa. Quais são as memórias que o senhor tem daquele momento?
Dom Geraldo Majella - É interessante. Pouquíssimos, não sei se chegava a 10%, tinham participado do conclave que elegeu o Papa João Paulo II. Pouquíssimos. Para a maioria absoluta, era novidade. Todo mundo estava esperando como seria o cerimonial. Quando chega na reunião de votação, a gente tem, diante de si, também uma folha grande, onde tem o nome de todos os cardeais presentes e, ali, pode fazer anotação que quiser. Depois, tem já cédulas para votar. A gente começa a reunião de votação evocando o Espírito Santo, depois tem alguns avisos práticos para o procedimento. Quando vai ser feita a votação propriamente dita, cada um faz o seu voto em sigilo e depois um por um se apresenta diante do altar com o seu voto fechado, mas mostrada com a mão elevada: "Eu voto diante de Deus, com a minha consciência, eu tenho o meu voto", sem dizer para quem. E aí a gente tem lá dois cerimoniários que estão lá no altar e há um cálice grande, largo. Abre, põe o voto, fecha e volta para o seu lugar. Vem o segundo, terceiro...
G1 - E a escolha do Papa Bento XVI, como foi?
Dom Geraldo Majella - Realmente, a figura do Papa Bento, como cardeal, eu conhecia de perto porque morava em um lugar que ele trabalhava. No mesmo prédio. Todos os dias eu descia e ele, como morava do outro lado da praça de São Pedro, chegava. A gente se saudava e ia cada um para o seu trabalho. Ele esteve na minha casa, jantou como cardeal. O contato pessoal, para mim, foi uma graça, ter podido trabalhar em Roma e estar com o futuro Papa. Vou empregar a palavra "impunha" à sua personalidade, diante da Igreja. Não em sentido pejorativo. Era normal, da personalidade dele. Foi um homem que estudou a vida inteira.

G1 - A renúncia de Bento XVI trouxe um sentido de urgências às reformas?
Dom Geraldo Majella - A urgência vem pela natureza das coisas, das interrogações que são feitas à Igreja. Aconteceu agora, mas que não vai atropelar e querer que se faça de qualquer jeito. Não. A Igreja é chamada para fazer as coisas com bastante oração e com bastante estudo
G1 - Vigor físico e idade passarão a ser critérios?
Dom Geraldo Majella - Necessariamente, não. No passado, às vezes, se dizia assim: "bom, o Papa que for escolhido é um Papa de transição". Quer dizer, ele, como Papa, devia trabalhar. Mas não que vai apressar. É uma coisa que a Igreja, desde o Papa, até mais na base, que as coisas devem ser tratadas como pedidos das luzes do Espírito Santo e o estudo que é necessário. Nós temos a organização das nossas dioceses, das nossas paróquias, dos conselhos e tudo, momentos de estudo. Tudo isto é normal e deve continuar.
Freiras balançam bandeira do Vaticano durante benção dominical do Papa Bento XVI, a última como líder da Igreja Católica (Foto: Eric Gaillard/Reuters)Freiras balançam bandeira do Vaticano durante benção dominical do Papa Bento XVI, a última como líder da Igreja Católica (Foto: Eric Gaillard/Reuters)
G1 - Registram-se consideráveis diferenças em problemas que a Igreja enfrenta em regiões como a Europa, América do Norte, América Latina e África. É um fator a ser levado em conta pelo conclave?
Dom Geraldo - Isso é natural, é normal. Conheço um pouquinho o mundo, já estive em todos os continentes, a gente vê essa diferença. Isto tem que ser levado em consideração. Se você toma, por exemplo, os documentos do concílio, dizem respeito ao mundo todo, mas também se prevê aquilo que, vamos dizer, é próprio de um país para que se leve em consideração.
G1 - Em que medida um gesto tão eloquente de um Papa afeta os trabalhos do conclave para escolher o sucessor de Bento XVI?
Dom Geraldo - Certamente os cardeais estão pensando como toda Igreja, que há 600 anos não havia uma renúncia. Como proceder agora? Nós, os cardeais, estamos planejando chegar antes do dia 28 a Roma, para poder estar mais perto do Papa, para rezar com ele, celebrar com ele e demonstrar a nossa amizade pessoal.
G1 - Como o senhor interpreta as palavras de Bento XVI, segundo as quais agora é a hora da verdadeira renovação da Igreja?
Dom Geraldo - Olha, a Igreja deve sempre se renovar porque a história prossegue. Hoje, sobretudo, os acontecimentos estão em mudanças rápidas. Não é como antigamente. Por exemplo, para os concílios, se preparava um esquema para ser tratado e, às vezes, era interrompido o concílio por anos e anos e anos... 10, 20 anos. Ficava com o mesmo esquema introdutório. Hoje, não. Chega com o esquema e, na primeira reunião, cai tudo. Porque tudo hoje está em mudança. É um momento realmente de interpelação da Igreja.
* Colaborou TV Bahia

fonte: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2013/02/novo-papa-tem-que-estar-antenado-com-o-mundo-diz-dom-geraldo.html