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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Cantareira tem primavera com dobro de chuva em relação ao ano passado


Volume acumulado foi também o maior desde 2009 para a estação do ano.
Sistema está prestes a sair do volume morto.

Do G1 São Paulo
O Sistema Cantareira teve o dobro de chuva nesta primaveira em relação à mesma estação do ano de 2014, segundo levantamento do G1 feito com base nos dados divulgados diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A estação, que começou em 23 desetembro, terminou às 2h48 da terça-feira (22). Foi também a primavera com maior volume de água acumulado desde 2009.
O manancial, que abastece 5,3 milhões de pessoas na Grande São Paulo, recebeu 527,2 milímetros de chuva no período, maior marca dos últimos seis anos. A precipitação é 100% maior que a do inverno do ano passado, quando choveram 236,1 mm, mas muito menor que a marca de sete anos atrás: 755,9 mm, em 2009.
As chuvas na primavera seguiram o ritmo de precipitações demonstrados no inverno. A estação do frio também foi a mais chuvosa desde 2009. O nível do reservatório foi subindo diariamente nos últimos 30 dias, com exceção de um dia, quando ficou igual à marca anterior.
O Cantareira terminou a primavera com um índice de 26,5% de volume armazenado. Já o  índice que leva em consideração o volume armazenado menos o volume da reserva técnica pelo volume útil terminou a primavera com -2,7% e segue caindo. Nesta quarta-feira, o índice ficou em -2,1%.
A tendência é que até o final do ano o sistema passe a operar no volume útil e saia do volume morto. A previsão do tempo para os próximos dias, segundo o Inmet, é de calor durante o dia com pancadas de chuva ao final da tarde.
Sabesp quer prorrogar bônus e multa da água
A Sabesp, companhia de água e saneamento paulista, informou nesta quarta-feira (23) que pretende prorrogar a concessão de desconto na conta de água para quem gastar no estado de São Paulo, mas que irá endurecer a meta de economia a partir de 2016. A aplicação de multa a quem ampliar o consumo também deverá ser mantida nos mesmos moldes atuais.
A decisão da companhia ocorre no momento em que os reservatórios começam a se estabilizar, após um ano bastante chuvoso. Como a situação ainda não é confortável, a Sabesp pediu à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) autorização para renovar a política de bônus e sobretaxa, que seria encerrada em 31 de dezembro. Para entrar em vigor, os novos parâmetros ainda têm de ser aprovados pela agência paulista. Eles passarão a incidir sobre as contas de janeiro de 2016, que devem ser pagas em fevereiro.
Apesar de pedir para continuar a conceder descontos, a Sabesp quer ampliar a exigência de economia de água. A empresa paulista constatou que houve redução no consumo de 22% no período de análise mais recente, de outubro de 2014 a setembro de 2015. Por isso, a empresa reajustou as médias de consumo nessa mesma proporção.
Os níveis de economia para obter o bônus, porém, permanecem os mesmos. Os imóveis que economizarem entre 10% e 15% o consumo de água têm desconto de 10% na conta. Os que diminuírem o gasto entre 15% ou 20% recebem bônus de 20%. Já as residências que economizam 20% ou mais recebem desconto de 30% na conta de água.
As médias de janeiro de 2013 a fevereiro de 2014, usadas para calcular os descontos até este ano deverão ser multiplicadas por 0,78. Sobre o valor obtido é que o abate de água deverá ser calculado. As novas metas serão informadas ao consumidor nas contas de água de janeiro de 2016.
A atualização da meta tornará mais difícil baratear a fatura no fim do mês. “A metodologia vai beneficiar aqueles que economizarem bastante”, comenta o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga. A Sabesp admite ainda que alguns consumidores, antes beneficiados, perderão o bônus. “Há uma perspectiva de que vai ficar mais difícil, mas ainda é possível receber o bônus.”
A empresa, no entanto, não vai alterar o período-base para a cobrança de multas de clientes que aumentarem o consumo. O cálculo continuará a ser feito em relação à média de consumo entre fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.
As residências que consomem até 20% além da média pagam conta 40% mais cara. Já as que excederem os gastos em mais de 20% recebem incremento de 100% no fim do mês.
Segundo a Sabesp, o reajuste não é feito para conceder menos descontos, mas para readequar a política de bônus ao cenário em que os consumidores já tornaram a economia de água um hábito. “Essa questão do bônus e do ônus não tem características arrecadatória”, afirma Braga. A companhia pretende conceder os benefícios e cobrar multas até dezembro de 2016.

fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/12/cantareira-tem-primaveira-com-dobro-de-chuva-em-relacao-ao-ano-passado.html

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Reféns em joalheria dizem que foram obrigados a fotografar assaltantes


Vítimas tiraram fotos dos criminosos 'para não morrer', dizem policiais.
Imagens foram enviadas a parentes para convencê-los a chamar imprensa.

Kleber Tomaz, Isabela Leite e Karina GodoyDo G1 São Paulo
Estudante foi obrigada por criminosos a tirar fotos e enviar para parentes para convencê-los a chamar a imprensa durante roubo em joalheria; criminosos queriam presença de jornalistas para se entregarem (Foto: Gabriela Silva Santos)Estudante foi obrigada por criminosos a tirar fotos e enviar para parentes para convencê-los a chamar a imprensa durante roubo em joalheria; eles queriam presença de jornalistas para se entregar (Foto: Gabriela Silva Santos)
Dois dos 13 criminosos que fizeram 153 reféns durante assalto a Joalheria João Justino, no Centro de São Paulo, nesta terça-feira (15), obrigaram funcionários e clientes a tirarem fotos deles armados para não serem mortos, segundo vítimas e policiais que acompanharam a ocorrência. Em seguida, mandaram as vítimas enviar as imagens a parentes para convencê-los de que eram ameaçados sob a mira de revólveres.

Outra exigência dos assaltantes para libertar os reféns, entre eles idosos, mulheres e crianças, era a presença da imprensa em frente à joalheria, uma das maiores da Rua Barão de Paranapiacaba, na Sé, região central da capital paulista.
Com as fotos dos criminosos feitas pelas vítimas, familiares se convenceram que estava ocorrendo um roubo com reféns e passaram a telefonar para as redações de algumas emissoras de TV, jornais e sites pedindo que fossem até o local. Os bandidos também tinham medo de ser mortos pela Polícia Militar e acreditavam que os agentes não atirariam neles com jornalistas por perto, segundo a polícia.
 
 Após negociação com os policiais, a dupla se entregou e libertou os reféns. Ela se juntou a outros dois comparsas presos. Nove assaltantes da quadrilha, sendo quatro mulheres e cinco homens, fugiram e são procurados.

Fotos
Alguns policiais e reféns relataram ao G1 que os dois criminosos foram violentos, ameaçando as vítimas constantemente de morte caso não as obedecessem. Uma das exigências foi obrigar funcionários a clientes a fotografá-los com as pessoas.
Entre os reféns que sacaram seus celulares para fotografar os assaltantes estava a estudante de marketing Gabriela Silva Santos, de 22 anos. Ela e a mãe, a cabeleireira Rosangela Aparecida da Silva Santos, de 51, tinham ido a joalheria comprar brincos, pulseiras e colares de ouro.

“Eram presentes para o Natal”, disse Gabriela em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (16). Ela não quis mostrar o rosto na reportagem, mas autorizou a divulgação das fotos que fez.
Vítima fotografou criminoso armado dando 'gravata' em mulher refém  (Foto: Gabriela Silva Santos)Vítima fotografou criminoso armado dando 'gravata'
em mulher refém (Foto: Gabriela Silva Santos)
“Os bandidos entraram na loja disfarçados de clientes, sacaram as armas e anunciaram o roubo, mas alguém avisou a polícia, que cercou o local”, lembrou Gabriela. “O clima ficou tenso e os criminosos nos obrigaram a tirar fotos deles com as armas para provar que havia reféns”.
Três disparos foram feitos por dois assaltantes na direção dos policiais. Um dos tiros estilhaçou o vidro de uma porta. Os estilhaços feriram um dos reféns. A orelha de um homem foi cortada.
A estudante de marketing então encaminhou as imagens para sua irmã, que estava trabalhando na Zona Sul. Em seguida, ela decidiu avisar a imprensa.

“Sei que outras pessoas fizeram o mesmo”, contou Gabriela sobre ser obrigada a tirar fotos dos criminosos.

“Os bandidos nos mandaram tirar fotos porque queriam chamar a imprensa", comentou a jovem. "Eles achavam que se os jornalistas não aparecessem, eles seriam mortos pelos policiais".
"As fotos serviram para convencer nossas famílias de que éramos reféns e não era um trote”, afirmou Gabriela.
De acordo com a estudante, quando TV e repórteres chegaram ao local, a negociação entre bandidos e policiais ficou mais tranquila. “Foram quase duas horas de conversas para os criminosos se entregarem, mas depois eles falavam que não queriam nos matar e que todos iriam sair vivos”, disse.
Reféns foram obrigados a fotografar roubo e enviar imagens a parentes para convencê-los de que eram vítimas de roubo (Foto: Gabriela Silva Santos)Reféns foram obrigados a fotografar roubo e enviar imagens a parentes para convencê-los de que eram vítimas de roubo (Foto: Gabriela Silva Santos)


Cronologia
Segundo a polícia, por volta das 11h30, os criminosos entraram na loja fingindo ser clientes. O grupo aproveitou um momento de distração do segurança e o rendeu, anunciando o assalto. Funcionários e clientes foram trancados em cômodos, como banheiros e escritórios.
Comparsas que estavam no lado de fora avisaram da chegada da polícia. Parte do grupo que escapou acabou roubando cerca de 3 kg de joias, pulseiras, relógios, anéis e correntes.

O assalto com reféns terminou perto das 14h. Os quatro detidos foram levados ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), onde foram indiciados por roubo, resistência e disparo de arma.
fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/12/refens-em-joalheria-dizem-que-foram-obrigados-fotografar-bandidos.html
Joalheria onde aconteceu assalto no Centro de SP nesta terça-feira (Foto: Karina Godoy/G1)Joalheria onde aconteceu assalto no Centro de SP nesta terça-feira (Foto: Karina Godoy/G1)

Suspeito de matar a ex-namorada é espancado por amigas da vítima


Homem foi encontrado no início da noite desta terça-feira e acabou preso.
Pereira precisou ser encaminhado ao hospital após ser bastante agredido.

Do G1 Santos
Francisco foi preso dois dias após matar esposa (Foto: Divulgação / Polícia Militar)Francisco foi preso dois dias após matar esposa
(Foto: Divulgação / Polícia Militar)
O pintor que é suspeito de ter assassinado a ex-companheira a facadas, dentro da casa dela, em Peruíbe, no litoral de São Paulo, foi preso na noite desta terça-feira (15). O suspeito foi encontrado por amigas da vítima andando normalmente pela rua. Antes da chegada da polícia, porém, as mulheres se reuniram e agrediram o rapaz, que acabou ficando ferido.
Francisco Alex Pereira dos Santos, de 28 anos, foi encontrado por amigos e familiares de Maria das Graças Silva, no bairro Caraguava, o mesmo onde o crime aconteceu na noite de domingo (13).
De acordo com testemunhas ouvidas pelo G1, pelo menos quatro mulheres que trabalhavam com a vítima agrediram Pereira e o arrastaram até o meio da rua para aguardar a chegada dos policiais.
Com vários ferimentos, ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e depois encaminhado à Delegacia Sede de Peruíbe. Pereira já tinha um mandado de prisão temporária expedido contra ele pela juíza Christiane Avelar Barros Cobra. O documento é válido até janeiro 2016.
A doméstica Maria das Graças da Silva, de 39 anos, foi morta com duas facadas no peito e uma na testa. Ela tinha um filho de dez anos de um relacionamento anterior.
Menino ajuda a limpar casa onde mãe foi morta em Peruíbe (Foto: Marcos Antonio da Costa / Arquivo Pessoal)Menino ajuda a limpar casa onde mãe foi morta 
(Foto: Marcos Antonio da Costa / Arquivo Pessoal)
Histórico
Pereira tinha um relacionamento amoroso turbulento com a vítima. O casal estava separado há cerca de duas semanas porque Francisco havia cortado o braço da então companheira com um caco vidro. Depois disso, no entanto, segundo a tia do suspeito, eles costumavam se encontrar escondidos.
"Ele estava morando comigo porque não podia chegar perto dela por causa da Lei Maria da Penha. Os dois já tinham brigado outras vezes. Há 15 dias ele cortou o braço dela com um caco de vidro e quebrou a casa toda, então, se os vizinhos o encontrassem por perto teriam que avisar a polícia. Por isso, eles combinavam sempre de se encontrarem escondido de madrugada", contou a tia do suspeito, Maria Aparecida.
Maria Aparecida recorda ainda que na noite do crime passou próximo a um bar e encontrou o sobrinho bebendo com os amigos. Ele disse à tia que iria se encontrar com Maria das Graças porque ela "tinha algo muito importante para contar".
Segundo Maria Aparecida, a relação do casal era marcada por várias brigas desde que eles se mudaram do Ceará para Peruíbe, há cerca de um ano. Apesar disso, a tia não acreditava que o relacionamento pudesse terminar dessa forma, mesmo sabendo do temperamento explosivo do parente.
Crime aconteceu na rua Jundiaí, no Caraguava, em Peruíbe (Foto: Marcos Antonio da Costa / Arquivo Pessoal)Crime aconteceu na rua Jundiaí, no Caraguava (Foto: Marcos Antonio da Costa / Arquivo Pessoal)
fonte: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2015/12/suspeito-de-matar-ex-namorada-e-espancado-por-amigas-da-vitima.html

Fitch rebaixa nota e tira grau de investimento do Brasil


Agência é a segunda a retirar a nota de 'bom pagador' do país. 
Nota foi colocada em perspectiva negativa e pode voltar a ser rebaixada.

Do G1, em São Paulo
A agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota do Brasil e tirou o grau de investimento do país nesta quarta-feira (16). Foi o segundo rebaixamento da nota brasileira feito pela agência em dois meses.
A nota da dívida de longo prazo do país em moeda estrangeira foi reduzida de BBB- para BB+, o primeiro degrau do que é considerado grau especulativo. A agência também colocou a nota do país em perspectiva negativa, indicando que ela pode voltar a ser rebaixada.
O rebaixamento vem um dia depois que o governo propôs a redução da meta de superávit primário de 2016 para 0,5% do PIB. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendia uma meta de 0,7%. Em nota, a Fitch aponta que essas constantes mudanças na meta de superávit primário – a economia do governo para pagar os juros da dívida – minaram a credibilidade da política fiscal.
A Fitch é a segunda das três grandes agências de risco a tirar o grau de investimento do Brasil: em setembro, a Standard & Poor's já havia tirado a "nota de bom pagador" do país, rebaixando a nota do país de "BBB-" para "BB+", com perspectiva negativa.
Entre as três grandes, apenas a Moody's mantém o Brasil com grau de investimento. Mas no dia 9 de dezembro a agência colocou a nota em revisão para possível rebaixamento, indicando que ela pode ser reduzida em breve.
Motivos
Segundo a Fitch, o rebaixamento do Brasil reflete uma recessão mais profunda da economia do que previamente antecipado, além de desdobramentos adversos do cenário fiscal e o aumento das incertezas que podem subtrair a capacidade do governo de implementar medidas fiscais que estabilizem o peso do aumento da dívida.
A recessão da economia brasileira não está diminuindo, como mostram os números do consumo e recuo nos investimentos divulgados junto com o PIB do terceiro trimestre de 2015, diz a agência. Em sua avaliação, a Fitch prevê uma contração de 3,7% do PIB brasileiro para 2015 e de 2,5% para o ano que vem.
Na análise, da Fitch aponta que houve uma deterioração das projeções fiscais, e estima que o déficit do governo deve ficar acima de 10% do PIB este ano e seguir elevada, se mantendo acima de 7% do PIB em 2016 e 2017.
“A deterioração das contas públicas, além da constração econômica mais profunda do que o previsto em 2016 e o aumento das incertezas nas últimas semanas jogam dúvidas sobre a capacidade do governo de assegurar a aprovação das medidas no Congresso para atender a mesta fiscal de 2016”, diz a agência.
Consequências
O rebaixamento pela segunda agência pode ter efeitos sobre a cotação do dólar, a dívida do país e o financiamento das empresas.
Isso porque o grau de investimento é um "selo de qualidade" que assegura aos investidores um menor risco de calotes. A partir da nota de risco que determinado país recebeu, os investidores podem avaliar se a possibilidade de ganhos (por exemplo, com juros maiores) compensa o risco de perder o capital investido com a instabilidade econômica local.
Com menos investidores "interessados" no Brasil, o país perde dólares, incentivando a alta na cotação da moeda. Para o governo e as empresas, fica mais caro conseguir crédito, já que eles passam a ser vistos como "maus pagadores".
A perda do grau de investimento pela segunda agência pode provocar uma saída de recursos do país também porque muitos fundos só permite a aplicação em investimentos que tenham grau de "bom pagador" em pelo menos duas agências – nota que o Brasil, agora, só tem pela Moody's.

fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/12/fitch-tira-grau-de-investimento-do-brasil.html
classificação de risco agências (Foto: Editoria de Arte/G1)