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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Comandante de UPP morto no Alemão estava sem colete, diz PM


Uanderson Manoel da Silva saiu da unidade para atender uma ocorrência. 
Suspeito de participação no crime foi preso na madrugada.

Do G1 Rio
Uanderson, comandante de UPP (Gnews) (Foto: Reprodução GloboNews)Uanderson, comandante de UPP (Gnews)
(Foto: Reprodução GloboNews)
O capitão Uanderson Manoel da Silva, comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, estava sem colete à prova de balas no momento em que tomou um tiro no peito que o levou à morte nesta quinta-feira (11). A informação foi confirmada pela assessoria das Unidades de Polícia Pacificadora nesta sexta (12). Um suspeito de participação no crime, Cassiano da Silva Harris, de 20 anos, foi preso nesta madrugada.
Cassiano foi reconhecido por PMs da UPP como o responsável por atirar um artefato contra um carro da PM cerca de 20 a 30 minutos antes do confronto que terminou com a morte do comandante. Segundo o delegado assistente da 22ª DP (Penha), Carlos Eduardo Rangel, um artefato similar foi encontrado próximo ao local onde morreu o capitão.
Ainda de acordo com Rangel, Cassiano é conhecido pelo envolvimento com o tráfico de drogas e por ser um braço armado no Alemão. A polícia entrou com um pedido de prisão preventiva do criminoso, que foi aceito no plantão judiciário. Ele vai ficar 30 dias detido. As buscas por outros suspeitos continuam, com PMs de UPPs, do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e agentes da Polícia Civil.
Uanderson, que morreu no Hospital Souza Aguiar, foi conter um tiroteio imediatamente após saber do ocorrido, e saiu sem colete em direção ao Largo da Vivi, onde foi baleado no peito. O capitão, de 34 anos, foi o primeiro comandante de UPP morto pelo tráfico. ,
A segurança na comunidade foi reforçada na comunidade, mas segundo a Secretaria Municipal de Educação, uma escola suspendeu as aulas nesta sexta-feira.
PM narra drama por telefone
Por telefone, um policial militar falou sobre o episódio logo após o tiro. “O capitão foi transferido às pressas pro Getúlio Vargas. Situação complicadíssima do capitão, tiro de fuzil no peito”, falou o PM – segundo o comentarista de Segurança Pública da TV Globo, Rodrigo Pimentel, o tiro foi de pistola.
O comandante da UPP Nova Brasília chegou a passar por uma cirurgia no tórax, mas morreu por volta das 19h30. De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, ele chegou a ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento do Alemão e encaminhado para o Hospital Getúlio Vargas. O tiroteio ocorreu por volta das 17h30.
Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) fizeram uma varredura na comunidade para encontrar os criminosos que mataram o comandante. De acordo com informações do Bom Dia Rio desta sexta-feira (12), a busca continuava nesta manhã.
11 anos de polícia
Segundo a PM, o capitão Uanderson estava há 11 anos na Polícia Militar. Ele trabalhou no 14º BPM (Bangu), 15º BPM (Caxias) e 41º BPM (Irajá). O oficial comandava a UPP Nova Brasília há três meses. O PM era casado e tinha uma filha de 7 anos.
O tiroteio começou quando policiais do Grupamento Tático de Polícia de Proximidade (GTPP) da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, no Complexo do Alemão, estavam em patrulhamento pela localidade conhecida como Campo do Seu Zé quando encontraram com homens armados que atiraram contra os agentes, segundo a polícia. Os PMs revidaram e os bandidos fugiram deixando para trás 58 papelotes de cocaína, dez pedras de crack e duas motos.
Pouco depois, ainda segundo a polícia, militares da UPP Fazendinha encontraram Raian Dias da Rocha, de 20 anos, que foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento com ferimentos causados por disparos de arma de fogo. Raian foi transferido para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. O caso foi registrado na 45ª DP (Alemão).
'Tentativas como essa não nos intimidam'
Em nota, o governador Luiz Fernando Pezão lamentou a morte do comandante “que morreu trabalhando em defesa da paz dos moradores do Alemão”. Ele afirmou ainda que não vai permitir que criminosos tirem covardemente a vida dos policiais.
O governador reiterou que o estado não vai retroceder na política de pacificação e enfatizou o processo de instalação de UPPs no Conjunto de Favelas da Maré. “Amanhã (sexta-feira), vamos formalizar a permanência do Exército na Maré para darmos continuidade ao processo de pacificação na comunidade com a futura instalação de UPPs. As unidades têm sofrido ataques de marginais que tentam a todo custo desmoralizar o programa. Tentativas como essa não nos intimidam”, afirmou.
Inauguração
UPP Nova Brasília, que fica no Conjunto de Favelas do Alemão, foi inaugurada em abril de 2012 juntamente com a UPP Fazendinha. Quando foi aberta a  UPP Nova Brasília contava com 340 policiais para atender 25 mil pessoas a partir da estação Itararé do teleférico. A unidade é responsável pela segurança das localidades Ipê Itararé, Mourão Filho, Largo Gamboa, Cabão, Joaquim de Queiroz, Loteamento, Prédios, Aterro I e Aterro II.
Entregas restritas
Como mostrou o G1 no dia 31, o medo da violência está levando varejistas a restringir entregas no Alemão, apesar da região abrigar bases de uma Unidade de Polícia Pacificadora. Na ocasião, duas das maiores redes varejistas confirmaram ao G1 que as entregas em determinados locais da região estão restritas em função da criminalidade e destacaram que a lista de endereços considerados perigosos é flutuante, ou seja, varia conforme o registro de atos violentos.

fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/09/comandante-de-upp-morto-no-alemao-estava-sem-colete-diz-pm.html
Nova Brasília e Fazendinha foram as primeiras comunidades a receber UPP no Conjunto de Favelas do Alemão (Foto: Editoria de Arte / G1)

Cade investiga suposto cartel de empresas de estacionamentos em SP


Há indícios de que 17 pessoas teriam se coordenado para fixar preços.
Empresas também teriam tentado ter vantagens em contratações privadas.

Do G1, em Brasília
Comprovantes de entrada no estacionamento são fundamentais para provar que se a pessoa realmente estava no local (Foto: Jonathan Lins/G1)Há indícios de que 17 pessoas teriam se
coordenado para fixar preços
(Foto: Jonathan Lins/G1)
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou que foi aberto processo administrativo para investigar suposto cartel no mercado de operação e exploração comercial de estacionamentos na cidade de São Paulo (SP).
"Há indícios de que seis empresas e 17 pessoas físicas teriam trocado informações e se coordenado para fixar preços e dividir clientes no mercado de serviços de estacionamentos", informou o Cade.
Além disso, acrescentou o Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência, as empresas "teriam tentado obter vantagens em contratações privadas apresentando propostas de cobertura para simular a competição entre elas".
A proposta de cobertura, esclareceu o Cade, ocorre quando há acerto de que uma das companhias ofertará valor superior para propositadamente não vencer uma concorrência. Tais condutas anticompetitivas teriam ocorrido entre os anos 2010 e 2011, acrescentou.
De acordo com o órgão, as provas foram obtidas após operação de busca e apreensão realizada em abril de 2012 na sede de uma das empresas envolvidas no conluio.
"Com a instauração do processo administrativo, os acusados serão notificados para apresentarem suas defesas. Ao final da instrução processual, a Superintendência-Geral do Cade opinará pela condenação ou pelo arquivamento do processo e remeterá o caso para julgamento pelo Tribunal Administrativo do Cade, responsável pela decisão final", informou.

fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/09/cade-investiga-suposto-cartel-de-empresas-estacionamentos-em-sp.html

Morcego invade estúdio de TV e assusta apresentadores


Mamífero voador invadiu programa matutino ao vivo nos EUA.

Da BBC
Mamífero entrou voando durante transmissão ao vivo de programa matutino. (Foto: BBC)Mamífero entrou voando durante transmissão ao vivo de programa matutino. (Foto: BBC)
Apresentadores de um programa de TV nos Estados Unidos receberam uma visita inesperada durante uma transmissão matutina. Veja o vídeo.
Quando estavam ao vivo no Good Morning Tennessee, do canal US TV, os apresentadores viram um morcego invadir o estúdio e vora de um lado para outro.
Eles tentaram fugir do morcego e espantá-lo sem atrapalhar o andamento do programa e até levaram a situação inusitada com bom humor. Mas não conseguiram esconder o susto.
A US TV disse depois que conseguiu capturar o morcego somente horas depois do ocorrido e que iria soltá-lo em uma área arborizada.

fonte:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/09/morcego-invade-estudio-de-tv-e-assusta-apresentadores.html

Jovem que gravou assédio diz que padrasto tentou estupro aos 12 anos


Vítima de 19 anos afirma que voltou a ser procurada sete anos depois.
Homem confessou o crime em São Roque e está preso em Pilar do Sul.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí
O homem preso suspeito de tentar abusar da enteada já teria tentado assediá-la quando era criança. A vítima, que gravou as investidas do padrasto, disse em depoimento à Polícia Civil de São Roque (SP) nesta quinta-feira (11) que o primeiro assédio foi quando ela tinha 12 anos. Segundo a jovem, agora com 19 anos, o padrasto voltou a procurá-la depois de sete anos.
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Acusado durante depoimento a polícia em São Roque: "Passei a mão na bunda dela", diz (Foto: Reprodução / DDM)Acusado durante depoimento na DDM em São
Roque (Foto: Reprodução / DDM)
Marcelo Honorato, que é casado com a mãe da vítima há 16 anos, foi preso na quarta-feira (10) depois que a enteada entregou agravação em áudio, feita com um celular, à polícia afirmando que ele fez outras tentativas anteriormente.
Questionado durante o depoimento, Marcelo negou a denúncia da enteada. “Que eu me lembre, meu desejo começou agora com ela moça. A minha vontade de ter relações com ela começou porque eu a via sempre de shorts curto”, afirmou à polícia. O caseiro confessou que tentou fazer sexo com a jovem. "Eu tentei estuprar a minha enteada. Falei que estava com vontade de transar com ela, que ela estava muito 'gostosa'. Eu coloquei a mão no ombro e na bunda, mas não agarrei ela", relata.
De acordo com informações da delegada responsável pela investigação do caso, Priscila de Oliveira, a jovem foi até a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) sozinha e fez a denúncia. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relata que ele chegou a passar a mão nas partes íntimas dela.
Durante os depoimentos, ele confessou também que ameaçou matar a mulher com quem é casado caso ela terminasse o casamento. "Eu pedi para ela me perdoar, mas ela disse que não seria minha mulher mais. Eu falei que, se ela não fosse minha, iria matar ela e me matar depois arrastando nós dois para debaixo de um caminhão."
A esposa disse aos policiais que as brigas entre o casal eram constantes. Além da filha que foi assediada, ele ainda tem mais dois filhos. Eles moravam em uma chácara no bairro Saboó, onde trabalhavam como caseiros.
O caseiro foi preso em flagrante e encaminhado à cadeia de Pilar do Sul (SP). Honorato foi acusado de tentativa de estupro da enteada e violência doméstica por ameaça contra a vida da esposa.
O inquérito foi concluído nesta quinta-feira (11) e entregue ao Fórum de São Roque (SP).
Gravação da enteada no celular
Pelo áudio, é possível perceber que o homem chega a pegar a jovem, que pede para que ele a solte. Confira trechos do áudio:
Suspeito:  Deixa eu transar uma vez com você?
Vítima: Não!
- Só uma vez.
- Não! Tira a mão de mim.
- Só uma vez!
- Não!
- Só uma vez, depois não te atormento nunca mais.
- Para!
- Deixa
- Me larga!
- Só uma vez, fia.
- Tira a mão de mim.
- To ficando doido.
- Para!
Jovem grava áudio durante assédio sexual e denuncia padrasto (Foto: Reprodução/TV TEM)Jovem grava áudio durante assédio sexual e denuncia padrasto (Foto: Reprodução/TV TEM)
fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2014/09/jovem-que-gravou-assedio-diz-que-padrasto-tentou-estupro-aos-12-anos.html

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Paulo Roberto Costa faz acordo de delação premiada e depõe à PF


Ele é acusado de participar de esquema de lavagem de dinheiro.
Acordo precisa ser homologado por Justiça após depoimentos.

Do G1, com informações do Jornal Nacional
O ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa começou na última sexta-feira (29) a prestar depoimentos em processo de delação premiada sobre a investigação que gerou a Operação Lava Jato, no qual o ex-dirigente da estatal foi preso.
Investigado pela Polícia Federal (PF), Costa é acusado de ter recebido propina e de ter envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. Devido às acusações, ele ficou quase dois meses preso no Paraná. O processo está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) em razão de suspeitas de envolvimento de parlamentares no caso.
Os depoimentos de Paulo Roberto têm ocorrido diariamente, inclusive no fim de semana, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Esta é a primeira etapa da delação premiada, processo que ele decidiu fazer em troca da possibilidade de redução de pena.
O benefício, no entanto, só será garantido caso sejam detalhadas informações sobre os crimes cometidos, conexões da quadrilha e personagens envolvidos, além da apresentação de provas das revelações que ele fizer. Se ao final dos depoimentos o Ministério Público concluir que Costa prestou as informações propostas, o acordo de delação premiada será levado à Justiça Federal do Paraná para homologação.
Caso Paulo Roberto Costa cite políticos com foro privilegiado, como deputados federais,  esta parte da delação  terá que passar também pela Procuradoria-Geral da República e pelo Supremo Tribunal Federal.

O ex-diretor da Petrobras foi preso  em março deste ano pela PF. As investigações policiais apontaram que Costa teria intermediado contratos de empresas de fachada, comandadas pelo doleiro Alberto Youssef, junto à estatal.

fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/09/paulo-roberto-costa-faz-acordo-de-delacao-premiada-e-depoe-pf.html

Justiça de SP condena autor de peça a pagar indenização a mãe de Isabella


Lucas Arantes foi condenado a pagar R$ 20 mil a Ana Carolina de Oliveira.
Defesa diz que vai recorrer da decisão e quer fim do segredo de justiça.

Marcelo MoraDo G1 São Paulo
Personagens da peça "Edifício London", baseada no Caso Isabella (Foto: Marcelo Mora/G1)Personagens da peça "Edifício London", baseada
no Caso Isabella (Foto: Marcelo Mora/G1)
A Justiça de São Paulo condenou o dramaturgo Lucas Arantes a indenizar Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, em R$ 20 mil por danos morais. Caio Victor Fornari, advogado de defesa do dramaturgo, confimou a condenação e disse que vai recorrer da decisão. O G1 tentou contato por telefone com Ana Carolina, mas ela não retornou as ligações.
Lucas Arantes é autor da peça "Edifício London", baseada no caso da menina Isabella Nardoni, que morreu após ser jogada pelo pai, Alexandre Nardoni, da janela do apartamento em março de 2008. Alexandre e a madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, foram condenados pelo crime.
O nome da peça é uma referência ao edifício onde a menina foi jogada, mas o autor alega que se trata de um texto livre, com citações e referências a tragédias conhecidas, como "Medeia", de Eurípedes, e "Macbeth", de Shakespeare. A peça estrearia em 2 de março de 2013, mas foi proibida de ser encenada pela companhia tearal Os Satyros, na Praça Roosevelt, no Centro de São Paulo, depois de ação movida pela mãe de Isabella. O livro com o texto da peça, que teve uma tiragem de 500 exemplares, também teve a sua vendagem suspensa.
Inicialmente, a advogada de Ana Carolina, Cristina Christo Leite, havia pedido uma indenização de R$ 50 mil. "A juíza concedeu uma indenização de R$ 20 mil, o que consideramos muito também. Por isso, vamos recorrer até as últimas instâncias desta decisão. O grande ponto é a inexistência de dano para a família (de Isabella)", afirmou Caio Victor Fornari.
Além disso, o advogado de defesa de Arantes disse que vai tentar revogar o segredo de justiça do processo, que, no entender dele, "é despropositado".  A decisão favorável à Ana Carolina de Oliveira é da juíza Fernanda de Carvalho Queiroz, da 4ª Vara Criminal do fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo.
Caráter educativo
Na ocasião, a advogada de Ana Carolina, Cristina Christo Leite, afirmou que o pedido de indenização teria um caráter educativo. “Assim como em outros processos, Ana Carolina não quer a indenização pelo dinheiro. Qualquer quantia recebida é sempre revertida a instituições de caridade, mas achei importante registrar o pedido pelo caráter punitivo e pedagógico”, explicou.
Para a advogada, a peça teria razido sofrimento à mãe de Isabella. “É dito que a peça não foi baseada apenas no caso da Isabella, mas há uma referência direta ao Edifício London. Só os personagens não têm nomes, mas há toda a descrição e qualquer um associa a peça à Isabella. Foi um sofrimento muito grande para a Ana Carolina. Acho que ela não merece, depois de tudo que passou, ver a filha representada por uma boneca sem cabeça."
Na época, o defensor Dinovan Dumas de Oliveira, que representa a Companhia de Teatro Os Satyros, afirmou que iria recorrer da decisão que suspendeu a peça, mas não comentou o pedido de indenização. “Existe um pedido de indenização, mas não fomos ainda citados para responder e não é o momento judicial para isso”, disse.
A menina Isabella Nardoni foi morta em 29 de março de 2008. Para a acusação, a madrasta de Isabella a agrediu e o pai da menina a jogou da janela do sexto andar do prédio onde os dois moravam, na Zona Norte de São Paulo. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados em 2010 por júri popular. Alexandre foi sentenciado a 31 anos, um mês e 10 dias de prisão. A pena de Jatobá foi de 26 anos e 8 meses de prisão.
Fachada do Edifício Londron, na Zona Norte de São Paulo, onde Isabella Nardoni foi morta (Foto: Bruno Azevedo/G1)Fachada do Edifício Londron, na Zona Norte de
São Paulo, onde Isabella Nardoni foi morta
(Foto: Bruno Azevedo/G1)
Peça suspensa
A ação com o pedido da suspensão da peça, da circulação do livro e de indenização por danos morais foi protocolada na Justiça de São Paulo em março de 2013, por Ana Carolina de Oliveira. “Tivemos conhecimento da peça no dia 26 de fevereiro, entrei com o processo no Foro de Santana, mas houve um erro de interpretação e o caso foi encaminhado ao Foro Central. Por esse motivo precisei entrar com o recurso, na sexta-feira, e ficou decidido que ao menos por hora a peça está suspensa", afirma Cristina.
Após o recurso da advogada de Ana Carolina, o desembargador Fortes Barbosa, da 6ª Câmara de Direito Privado, atendeu a pedido da mãe de Isabella, que foi à Justiça alegando que a peça fere o direito de personalidade. Em sua decisão, o desembargador citou argumento da mãe de que a peça promove "verdadeira aberração", entre outros motivos, porque é lançada uma boneca decapitada por uma janela. A própria Ana Carolina se viu retratada na obra como "uma mulher despreocupada com a prole e envolvida com a vulgaridade". A multa determinada pelo desembargador em caso de descumprimento foi de R$ 10 mil.
O advogado de defesa da Companhia de Teatro Os Satyros afirmou estar “surpreso com a decisão que suspendeu a exibição da peça". O advogado Dinovan Dumas de Oliveira argumentou ainda que a peça não é baseada apenas na história da Isabella. “A peça teve inspiração em outras tragédias, de Shakespeare, que também comoveram." Oliveira ressalta também que “a peça é uma obra de ficção” e “não cita o nome de absolutamente ninguém”.
 fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/09/justica-de-sp-condena-autor-de-peca-pagar-indenizacao-mae-de-isabella.html

Dilma não participa da série de entrevistas no Jornal da Globo


Pelo sorteio, presidente seria a entrevistada desta terça-feira (2).
Marina Silva participou da série na segunda; na quarta será Aécio Neves.

Do G1, em São Paulo
A presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, não participou da série de entrevistas do Jornal da Globo com os principais candidatos à  Presidência. É a primeira vez que um candidato à Presidência não comparece à entrevista desde o início da série, em 2002.
Pelo sorteio, Dilma seria entrevistada pelos jornalistas William Waack e Christiane Pelajo na noite desta terça-feira (2). Não foi informado o motivo da decisão de a candidata não participar.
Na edição desta terça, os apresentadores leram no ar as perguntas que seriam feitas a Dilma e que ficaram sem resposta. São elas:
1. Os últimos índices oficiais de crescimento indicam que o país entrou em recessão técnica. A senhora ainda insiste em culpar a crise internacional, mesmo diante do fato de que muitos países comparáveis ao nosso estão crescendo mais?
2. A senhora continuará a represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente para segurar a inflação, com prejuízo para a Petrobras?
3. A forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil, no seu governo, tem sido criticada por economistas, dentro e fora do país, e apontada como fator de quebra de confiança. Como a senhora responde a isso?
4. A senhora prometeu investir R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o fim do mandato. No fim do ano passado, tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades. O que deu errado?
5. Em 2002, o então candidato Lula prometeu erradicar o analfabetismo, mas não conseguiu. Em 2010, foi a vez da senhora, em campanha, fazer a mesma promessa. Mas foi durante o seu mandato que o índice aumentou pela primeira vez, depois de 15 anos. Por quê?
6. A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre, um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?
Na segunda (1º), a candidata do PSB, Marina Silva, participou da série no Jornal da Globo (veja como foi).
Nesta quarta (3), será a vez do candidato do PSDB, Aécio Neves. A ordem das entrevistas  foi definida na presença dos assessorias das campanhas. Para atender a um pedido dos candidatos, ficou acertado que as entrevistas seriam gravadas. As gravações serão exibidas na íntegra, sem qualquer tipo de edição ou corte.
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fonte: http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/09/dilma-nao-participa-da-serie-de-entrevistas-no-jornal-da-globo.html