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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Após confusão, Metrô funciona normalmente em São Paulo


Por cerca de 5 horas, o tráfego ficou interrompido na Linha 3-Vermelha. 
Secretário atribuiu o tumulto a 'grupos organizados'.

Do G1 São Paulo
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Depois da confusão que interrompeu a circulação da Linha 3-Vermelha (Palmeiras-Barra Funda/Corinthians-Itaquera), na noite desta terça-feira (4), as composições circulavam normalmente em todo o sistema na manhã desta quarta-feira (5). Os botões de emergência foram acionados em sete composições, o que travou a linha por cerca de cinco horas. O Secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, atribuiu o tumulto a "grupos organizados".  
A confusão começou por volta das 18h24, quando uma composição apresentou uma falha na Estação República, afetando a circulação na linha no horário de pico. Segundo o Metrô, apesar de "a ocorrência operacional ter sido sanada às 18h27, usuários acionaram botões de emergência de sete trens que vinham atrás, em sequência, e desceram às passarelas de emergência, causando a interrupção da operação no trecho entre Palmeiras-Barra Funda e Sé". Os usuários caminharam pelas passarelas laterais e foi preciso desenergizar toda a linha. De acordo com o Metrô, a circulação de trens foi plenamente normalizada às 23h20 de terça.
Efeito cascata
O Secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, afirmou que as pessoas que andaram na via provocaram um “efeito cascata” após o problema que interrompeu a circulação. “Alguns passageiros exaltados incitaram outros a pular na via. Um passageiro na via nos obriga imediatamente a cortar energia, porque nós temos um terceiro trilho na via, que fornece energia, que pode causar uma fatalidade. Isso [as pessoas que pularam na via] gerou um efeito cascata”, declarou.

Segundo o secretário, o problema ocorrido na Sé seria resolvido em cerca de 10 minutos. “Quando as pessoas pularam na via, aconteceu o efeito cascata. Tivemos uma diminuição de velocidade dos trens que vinham atrás. Sete botões de emergência e sete trens diferentes foram acionados em 30 minutos”, afirmou.  A situação se complicou ainda mais porque, com o corte da energia, o ar condicionado foi cortado.

Jurandir Fernandes afirmou que os usuários foram orientados a pegarem a Linha 11-Coral, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que não foi atingida pela confusão. A linha 3- Vermelha do Tatuapé até Itaquera funcionou sem problemas. Para o secretário, não era viável deslocar 30 ou 60 ônibus para a região central para transportar os passageiros prejudicados.  

Em caso de falhas, o secretário orienta os passageiros a manterem a calma. Ele também pediu para que se procure não acirrar os ânimos. “O mesmo vandalismo que tirou a liberdade de expressão das ruas quer entrar no Metrô e não vai entrar. Nós agiremos com muito rigor. Não haverá oportunidade de vândalos dentro do metro. Isso é ponto pacífico.”

O secretário, que já tinha afirmado acreditar que o tumulto tenha sido provocado por grupos organizados, reconhece a dificuldade para identificar quem teria encabeçado a ação. "Todo esse movimento é difuso, não há uma liderança. O que se percebe é que algumas pessoas incitaram com palavras de ordem, na Praça da Sé, que todos os usuários pulassem para a linha e tocaram fogo em um túnel entre a Praça da Sé e o Parque D.Pedro", disse. 
Controle de fluxo
A grande concentração de passageiros provocou desentendimentos entre usuários e seguranças na Estação Sé e a Polícia Militar precisou ser acionada.
Às 21h15, os portões da Estação Sé estavam fechados e os funcionários orientavam os passageiros a pegar ônibus ou caminhar até a Estação São Bento da Linha 1-Azul do Metrô. Segundo esses funcionários, todas as estações da Linha Vermelha estavam sendo esvaziadas e ela deve deixar de operar nesta terça-feira. A assessoria do Metrô não confirmava, no horário, a interrupção integral da circulação.
Funcionários orientam passageiros na Estação Sé da Linha Vermelha (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)Funcionários orientam passageiros na Estação Sé
da Linha Vermelha (Foto: Fabiana de Carvalho/G1)
Dentro da estação, passageiros ainda aguardavam às 22h o retorno da circulação. Nervosos, alguns usuários se negavam a deixar a estação e protestavam contra a falta de transporte. Outras pessoas esperavam que o tumulto diminuísse para deixar o local.
A SPTrans informou que nos trechos nos quais havia problemas na circulação dos trens do Metrô o serviço de transporte coletivo municipal operava "com frota cheia, ou seja, com a frota de ônibus disponibilizada pelas operadoras nos horários de pico dos dias úteis". Segundo a SPTrans, Metrô e CPTM não solicitaram o acionamento do Plano de Ação entre Empresas em Situação de Emergência (Paese).
Reflexo na linha
O analista de nutrição Juliano Silva Vieira dos Santos, de 30 anos, estava na composição que ficou parada entre as estações Marechal Deodoro e Santa Cecília. Segundo ele, os passageiros se desesperaram quando o ar-condicionado foi desligado.
“O trem já tinha ficado parado na Barra Funda um bom tempo. Depois, na estação Deodoro. Quando parou no túnel (entre Deodoro e Santa Cecília), o ar-condicionado estava gelado, mas daí ficou quente de repente. Todo mundo ficou desesperado, porque não conseguia respirar. Algumas pessoas começaram a gritar: ‘Vamos sair! Vamos sair!’ Foi quando bateram nos botões e abriram as portas. Saímos caminhando em direção à estação Deodoro”, contou.
Juliano disse que em momento algum os passageiros foram informados por meio do sistema de som ou por algum funcionário sobre o que estava acontecendo. “Só diziam que um trem estava com problema na República, mas não diziam o que era e nem davam qualquer previsão de retorno da circulação de trens. Depois, anunciaram que havia usuários andando pela via”, disse.
Segundo ele, alguns passageiros decidiram andar da estação Deodoro até a Santa Cecília pelo túnel do Metrô. Cansado de esperar, ele saiu da estação e voltou a pé para a Barra Funda, o seu ponto de partida, onde pretendia pegar um ônibus para tentar chegar em Artur Alvim, onde mora, na Zona Leste, do outro lado da cidade.
A passageira Paula Lago, de 35 anos, chegou à Estação Bresser da Linha Vermelha às 20h e foi impedida de entrar porque o acesso estava restrito. “A única informação era que não tinha metrô”, afirmou. Ela esperou alguns minutos e o acesso acabou liberado apenas para viagens até a Estação Sé. “Mas eu fiquei 10 minutos dentro do vagão, sem movimentar”, disse. Ela desistiu e optou por deixar a estação e ir embora.
Passageiros tentam embarcar na estação Anhangabaú. Uma falha em um trem na Estação República do Metrô, no início da noite desta terça-feira (4), afetou a circulação na linha 3-Vermelha. (Foto: Fábio Vieira/Fotoarena/Folhapress)Passageiros tentam embarcar na estação Anhangabaú (Foto: Fábio Vieira/Fotoarena/Folhapress)
fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/02/apos-confusao-metro-funciona-normalmente-em-sp.html

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Justiça determina demissão de comissionados na Câmara do Rio


São 406 funcionários sem concurso; órgão não faz seleção desde 1998. 
Câmara tem 60 dias cumprir decisão ou será multada em R$ 10 mil por dia.

Do G1, em São Paulo
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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou a redução do número de funcionários comissionados, ou seja, que não fizeram concurso para assumir o cargo, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Com a decisão, 406 funcionários devem ser dispensados em até 60 dias.
A decisão, em caráter preliminar, da juíza Alessandra Cristina Tufvesson Peixoto, da 2ª Vara de Fazenda Pública, foi tomada no dia 23 de janeiro e atendeu uma ação civil pública do Ministério Público do Rio de Janeiro.
O G1 procurou a Câmara, mas não obteve retorno até o momento.
Segundo a ação, um decreto legislativo de 1991 limita o número de cargo ocupados por indicação em 1.109, mas a Câmara descumpre essa determinação. Além disso, o órgão não faz concursos públicos desde 1998.
De acordo com o Ministério Público, a Câmara possui 1.425 cargos comissionados, 65% do total, sendo que o máximo permitido é de 42%. Os 406 funcionários custariam cerca de R$4 5 milhões por ano para a Câmara.
Em sua decisão, a juíza reforça que "a questão central está na impossibilidade de inversão das normas constitucionais, já que cargos em comissão de livre nomeação e exoneração devem constituir exceção à regra geral de concurso público."
Caso a Câmara não cumpra a decisão, a multa diária será de R$ 10 mil.

fonte: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2014/02/justica-determina-demissao-de-comissionados-na-camara-do-rio.html

Jovem apanha em Natal após assaltar usando isqueiro em forma de revólver


Suspeito tem 21 anos e foi detido por moradores do bairro Nordeste. 
'Eu fiquei desesperado sem dinheiro, mas estou arrependido', disse ele.

Do G1 RN
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Isqueiro em forma de revólver foi apreendido com o suspeito (Foto: Sérgio Costa/PortalBO)Isqueiro em forma de revólver foi apreendido com o
suspeito (Foto: Sérgio Costa/PortalBO)
Um jovem de 21 anos foi preso neste final de semana, em Natal, suspeito de assaltar uma mulher com um isqueiro em formato de revólver. Segundo a Polícia Militar, ele foi detido e apanhou da população. O crime aconteceu no bairro Nordeste, na zona Oeste da cidade.
Ainda de acordo com a PM, o assalto foi realizado na rua Jandira, quando o suspeito abordou a mulher e anunciado o assalto, levando o celular da vítima. A ação foi testemunhada por pessoas que passavam pelo local e seguiram o homem. Após ser detido, foi constatado que a arma usada no crime se tratava de um isqueiro.
Com isso, a população tentou linchar o suspeito. Policiais do 9º Batalhão da PM  foram acionados e fizeram a prisão.
O suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Plantão da zona Sul da capital, no bairro de Candelária. Na delegacia, o jovem disse que assaltou pois estava desempregado. 'Eu fiquei desesperado sem dinheiro, mas estou arrependido', disse. Ele foi autuado por assalto a mão armada, o que segundo o delegado Pedro Paulo Falcão, ficou configurado pois o jovem usou o isqueiro como se fosse uma arma de verdade, além de ter feito ameaças à vítima.

fonte: http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2014/02/jovem-apanha-em-natal-apos-assaltar-usando-isqueiro-em-forma-de-revolver.html

Após mudança de sexo, delegada diz que está renascendo: 'Novo começo'


Laura de Castro está contente com o que vê no espelho: 'Me sinto eu mesma'.
Ela se prepara para retomar os trabalhos na Polícia Civil de Goiás.

Do G1 GO, com informações do Fantástico e da TV Anhanguera
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Delegada Laura de Castro Teixeira na sede da Polícia Civil em Goiás (Foto: Reprodução/TV Globo)Delegada Laura de Castro Teixeira na sede da Polícia Civil em Goiás (Foto: Reprodução/TV Globo)
Após a cirurgia de mudança de sexo, plásticas no rosto e próteses nos seios, a delegada goiana Laura de Castro Teixeira está começando uma nova vida. “Estou renascendo, eu tenho que reaprender a ser eu. Pra mim é um novo começo”.  Ao se olhar no espelho, ela se diz contente com o que vê: “Hoje eu me vejo e eu me sinto eu mesma quando me olho no espelho. Coisa que eu nunca tive", afirmou em entrevista aoFantástico.

Mesmo com a mudança de sexo, para a Justiça, a delegada continua a se chamar Thiago de Castro Teixeira. Para que o nome Laura seja oficializado, ela depende de uma autorização judicial.  Advogado de Laura, André Morais acredita que o processo será concluído em pouco tempo. “Na próxima semana, com certeza, tudo vai dar certo e ela vai conseguir realizar o grande sonho da vida dela que é se tornar a doutora Laura. É simples, não tem muito segredo”, espera.
 
Depois de seis meses afastada da corporação, a delegada se prepara para voltar a trabalhar nesta semana. Além de mudar o local de atuação, ela volta ao trabalho com seu novo nome, já que, quando saiu de licença médica, ela era Thiago de Castro Teixeira.

Na última sexta-feira (31), ela conheceu as dependências da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), para onde foi remanejada. “Eu tenho certeza que a doutora Laura está no melhor lugar. Ela vai ser muito bem recebida e vai ser mais uma colega aqui. Vai ser mais uma delegada da Delegacia da Mulher”, afirmou a Titular da Deam, a delegada Ana Elisa Gomes Martins.

Laura atuou como titular nas delegacias de Senador Canedo e Trindade, e foi chefe do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) em Porangatu, no norte de Goiás. Para o delegado geral adjunto da Polícia Civil de Goiás, Daniel Adorni, a transformação da delegada está sendo tratada com naturalidade na corporação. “Isso pra nós não é o menor problema. O problema para nós é policial corrupto, o policial omisso, o policial descompromissado com o público, com a instituição. Isso, para nós, é só motivo de orgulho e respeito pelo ato de coragem”, ressaltou.
Delegada Laura de Castro compra novas roupas em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Globo)Delegada Laura de Castro compra novas roupas femininas para trabalho (Foto: Reprodução/TV Globo)
As mudanças vão do trabalho ao guarda-roupa da delegada. Apesar de não usar mais trajes masculinos, ela ainda guarda peças de quando era homem. Aos poucos, os sapatos dão lugar às sandálias. Laura gosta do que vê no espelho: “Hoje eu me vejo e eu me sinto eu mesma quando me olho no espelho. Coisa que eu nunca tive.

Mesmo com a mudança de sexo, para a Justiça, a delegada continua a se chamar Thiago. Para que o nome Laura seja oficializado, ela depende de uma autorização judicial.  Advogado de Laura, André Morais acredita que o processo seja concluído em pouco tempo. “Na próxima semana, com certeza, tudo vai dar certo e ela vai conseguir realizar o grande sonho da vida dela que é se tornar a doutora Laura. É simples, não tem muito segredo”, espera.
 
Delegado surpreendeu família ao mudar de sexo em Goiânia, Goiás (Foto: Arquivo pessoal e Reprodução TV Anhanguera)Antes e depois da cirurgia de mudança de sexo
(Foto:Arquivo pessoal e Reprodução TV Anhanguera)
Família
A transformação de Laura surpreendeu a família, que foi comunicada sobre a mudança no final de 2011.  A delegada ressalta que recebeu o apoio dos parentes para se transformar em Laura. Na época, Thiago era casado e já tinha dois filhos. “Quando eles ficaram sabendo, pra eles foi realmente foi um choque, mas em nenhum momento eu deixei de ter apoio. Apesar de ficarem surpresos, eles estiveram sempre do meu lado”, afirma Laura.

Tio da delegada, o plástico Vallmes Costa Teixeira contou ao G1 sobre a surpresa com a notícia: “A gente caiu duro”. A partir daí, Laura foi atendida por psicólogos que a ajudaram a entender e concretizar as mudanças.

fonte: http://g1.globo.com/goias/noticia/2014/02/apos-mudanca-de-sexo-delegada-diz-que-esta-renascendo-novo-comeco.html

Em SP, a cada 5 veículos roubados ou furtados, 2 são recuperados


Em 2013, 99 mil carros foram roubados ou furtados; 39 mil foram achados.
São Mateus lidera lista; Jardim Miriam é onde mais carros são recuperados.

Rosanne D'Agostino, Thiago Reis e Letícia MacedoDo G1, em São Paulo
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A cada cinco veículos roubados ou furtados na capital paulista, dois (40%) são recuperados. É o que mostram as estatísticas de 2013 da Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo.
No ano passado, 99.206 veículos foram roubados ou furtados na cidade, o maior índice desde 2005. Em relação a 2012, houve um aumento de 14%. Em contrapartida, 39.692 carros foram encontrados pela polícia em 2013.
Um levantamento feito pelo G1 revela que o 49° Distrito Policial (DP), em São Mateus, na Zona Leste, encabeça o ranking de roubos e furtos de carros entre os 93 DPs paulistanos, com 2.907 registros no ano passado (veja a situação de cada distrito no infográfico).
Já o 98° DP, no Jardim Miriam, Zona Sul da capital, teve o maior número de carros recuperados no ano passado: 2.353. São Mateus aparece logo atrás, com 2.324. Para fazer o mapeamento, a secretaria considera a delegacia em que o boletim de ocorrência (BO) foi registrado.
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Mapa roubos e furtos de veículos em SP 2013 (Foto: Arte/G1)
Ocorrências
A média de crimes desse tipo na capital foi de 11 por hora em 2013. Na quarta-feira (29), no 49° DP, o G1 presenciou, em menos de 60 minutos, o registro de BO por roubo de dois carros. Um adolescente de 14 anos foi detido. Um empilhador e um cineasta, que preferiram não se identificar, foram ao local para aguardar a liberação de seus veículos.
Avenida Mateo Bei, em São Mateus; região encabeça ranking de roubos e furtos de carros e é a segunda em veículos recuperados (Foto: Letícia Macedo/G1)Avenida Mateo Bei, em São Mateus; região lidera
o ranking de roubos e furtos de carros e é a 2ª em 
veículos recuperados (Foto: Letícia Macedo/G1)
No caso do empilhador, o crime ocorreu na madrugada do dia 26. O homem chegava de uma festa com dois amigos e tinha acabado de estacionar o carro (um Corsa prata) na frente da casa de um vizinho, quando viu um automóvel parar do seu lado.
"Eu não me lembro de muita coisa. Só pediram para eu descer", contou a vítima.
Morador de São Mateus, o empilhador disse não se surpreender com os roubos, mas sim com a audácia dos criminosos. "Eles estão cada vez mais abusados."
O carro dele foi encontrado com alguns arranhões, sem rodas e sem o som. O veículo foi usado em um assalto na região da Vila Formosa, na Zona Leste, na manhã de quarta-feira (29), segundo a Polícia Militar.
Já o cineasta voltava para casa em um Polo, por volta das 5h da quarta-feira passada, quando foi abordado em um semáforo. "Desceram três pessoas, mas foi relativamente tranquilo. Um deles tinha uma arma prateada, como se fosse um 38. Não teve gritaria, nada. Só me perguntaram se [o carro] tinha segredo", revelou.
Comerciante mostra carro levado pelos criminosos: prejuízo de R$ 4,5 mil para consertá-lo (Foto: Letícia Macedo/G1)Comerciante mostra carro levado pelos criminosos:
prejuízo de R$ 4,5 mil para consertá-lo (Foto:
Letícia Macedo/G1)
'Roubo aqui é um atrás do outro'
O comerciante Adriano Moura da Silva, de 31 anos, disse ter sido assaltado duas vezes nos últimos dois meses, e reclama da violência no bairro.
"Na conversa com os clientes [de sua pizzaria], a gente escuta que roubo aqui é um atrás do outro. Não tem conversa. Vacilou, ficou sem: sem carro, sem rádio, sem celular, sem vida. Sem alguma coisa você vai ficar", afirmou.
Pouco antes do Natal, Adriano tinha acabado de fechar seu restaurante quando saiu com sua EcoSport e foi abordado por dois homens, um deles armado, na Avenida Mateo Bei, uma das principais de São Mateus.
"A uns 30 metros de distância, ele [o criminoso] me fez um sinal com uma mão. Pensei que era algum conhecido. Quando olhei direito, vi a arma. Saí do carro e corri. Quando passei no posto da polícia, a primeira coisa que me perguntaram era se o carro tinha seguro. Nem perguntaram se eu estava bem."
Na conversa com os clientes, a gente escuta que roubo aqui é um atrás do outro. Não tem conversa. Vacilou, ficou sem: sem carro, sem rádio, sem celular, sem vida. Sem alguma coisa você vai ficar"
Adriano Moura da Silva, comerciante que também teve carro roubado em São Mateus
O veículo foi encontrado pela polícia cerca de seis horas depois. Além de ter ficado sem a carteira, o celular e as chaves de casa e da pizzaria, ele ainda precisou levar o carro para a oficina.
"Gastei uns R$ 4,5 mil. Tive que trocar o motor e a embreagem. Não sei o que fizeram com meu carro."
O comerciante José Menezes, de 60 anos, que é cliente de Adriano, também já teve o veículo da empresa onde trabalha furtado duas vezes enquanto estava na pizzaria do amigo. Nenhum dos carros tinha dispositivo de segurança.
"Quando levaram a Fiorino, eu ainda vi o molequinho. Já quando foi o Gol, não vi nada. A gente encontrou [o automóvel] depois sem bateria", contou.
Comerciante José Menezes (Foto: Letícia Macedo/G1)Comerciante José Menezes diz que já teve carro
da empresa furtado duas vezes em São Mateus,
na Zona Leste da capital (Foto: Letícia Macedo/G1)
Bairro limítrofe
O professor de tecnologia mecânica e presidente da Coordenadoria Estadual dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) de São Mateus, José Moreno Ramirez, acredita que a região não é a mais problemática da capital, apesar da estatística.
"Fazemos divisa com cidades como Santo André [no ABC paulista] e Mauá [na Grande São Paulo]. Muitos carros encontrados em São Mateus foram roubados em Santo André, por exemplo. Por isso, os índices crescem. Ouço muitos relatos de policiais dizendo que o criminoso rouba um carro para voltar para casa. Depois, esse veículo é encontrado sem o aparelho de som ou o estepe. O problema da criminalidade não é só de São Mateus. É da nossa pátria", disse Ramirez.
Entre as soluções apontadas pelo presidente da Conseg para diminuir a violência na cidade, está um aumento no salário de policiais civis e militares.
Combate a roubos e furtos
Em nota, a SSP afirmou que adota medidas para combater os roubos e furtos de veículos na capital, como a Lei dos Desmanches, que endurece as exigências para venda de peças usadas, e o leilão de veículos apreendidos para liberar os pátios paulistanos.
"Desde setembro, as polícias da capital também contam com o Ragisp (Relatório Analítico Gerencial de Inteligência de Segurança Pública), um 'mapa do crime' que aponta os principais pontos de incidência de ocorrências", informou a secretaria.
"Além disso, foi implantada neste mês a bonificação de até R$ 8 mil por ano para os policiais militares, civis e técnico-científicos que contribuírem para a redução dos índices de criminalidade, entre eles o roubo e o furto de veículos", disse a nota.

fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/02/em-sp-cada-5-veiculos-roubados-ou-furtados-2-sao-recuperados.html