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sábado, 2 de novembro de 2013

Aeroporto de Los Angeles reabre 2 terminais após tiroteio


Polícia divulga foto de atirador de 23 anos que matou 1 e feriu 7.
Antes de atacar, suspeito teria dito à família que pensava em suicídio.

Do G1, em São Paulo
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O aeroporto de Los Angeles, na Califórnia,Estados Unidos, que esteve fechado por conta de um atirador, reabriu, na madrugada deste sábado (2) os terminais 1 e 2. O terminal 3, porém, onde o rapaz abriu fogo na sexta (1º), matando uma pessoa e ferindo outras 7, segue fechado.
Grandes filas e aglomerações foram registradas nos terminais 1 e 2. A polícia local informou ainda que o trânsito nas vias de acesso ao complexo têm tráfego intenso e lento. 
O tiroteio ocorreu pela manhã. A TSA (Agência de Segurança de Transporte) confirmou que um de seus agentes morreu e outro ficou ferido no incidente.  O morto é Gerardo Hernandez, de 39 anos.
Seis dos feridos foram hospitalizados, segundo os bombeiros.
Paul Ciancia, suspeito do ataque desta sexta, em foto divulgada pelas autoridades (Foto: AP)Paul Ciancia, suspeito do ataque desta sexta,
em foto divulgada pelas autoridades (Foto: AP)
O suspeito atirou com um rifle de assalto próximo ao controle de segurança do terminal 3, foi atingido pela polícia do aeroporto e está ferido, em um hospital, sob custódia. Ele não corre risco de morrer.
O atirador foi identificado como Paul Ciancia, de 23 anos, um morador da região, disse a congressista Loretta Sanchez à CNN. Sanchez, democrata da Califórnia, integra o comitê de Segurança Nacional.
Ainda de acordo com a CNN, investigações encontraram informações que ligam o suspeito a um "sentimento antigoverno federal e raiva da Administração de Segurança do Transporte", segundo um oficial.
Segundo a polícia de Nova Jersey, Ciancia teria mandado mensagens a um parente, antes do ataque, falando que tinha intenções de cometer suicídio.
Ele era morador de Pennsville, em Nova Jersey, mas costumava passar temporadas na região deLos Angeles.
Grandes filas e aglomerações foram registradas nos terminais 1 e 2 do Aeroporto de Los Angeles. (Foto: David McNew / Reuters)Grandes filas e aglomerações foram registradas nos terminais 1 e 2 do Aeroporto de Los Angeles. (Foto: David McNew / Reuters)
A polícia disse que o atirador agiu sozinho e descartou a existência de mais suspeitos.
O suspeito sacou a arma e começou a atirar quando apresentava os documentos no ponto de checagem de segurança, segundo Patrick Gannon, chefe da polícia do aeroporto.
De acordo com a imprensa americana, eleo andava calmamente pelo local até começar a atirar.
Ssegundo as autoridades, ele não parece ter conexões com grupos terroristas.
O tiroteio ocorreu por volta das 9h20 locais (14h20 do horário brasileiro de verão).
Vários passageiros ligaram para o telefone de emergência da polícia para relatar o caso.
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mapa tiroteio los angeles v. 4 (Foto: 1)
Os aviões permaneceram em solo no aeroporto logo após o incidente, mas os voos aos poucos iam sendo retomados. Segundo o aeroporto, 746 voos foram afetados e 46 foram desviados.
As forças policiais ainda estão em alerta em toda a cidade.
Testemunhas
O passageiro Robert Perez disse que estava tirando uma soneca quando o pânico começou, segundo a TV local KCLA/CBS.
"Ouvi um estouro, e todo mundo estava se jogando no chão para se proteger", disse. "A segurança disse que havia um tiroteio no terminal e evacuou o prédio."
Os passageiros foram levados a um ônibus e se dirigiram a um terminal menor, segundo ele.
Um passageiro disse ter visto o agente da TSA baleado na perna "Parecia que ele tinha saído direto de um filme", disse Brian Adamick, segundo a CBS.
De acordo com a testemunha, o agente disse: "Eu fui baleado, estou bem". A testemunha também afirmou que o agente disse já ter sido baleado anteriormente.
Tony Bellecci, do programa de TV Mythbusters, disse no Twitter: "Ouvimos tiros e então todos correram para a porta. Não estou certo se alguém se feriu."
Obama preocupado
O presidente americano Barack Obama disse que estava "preocupado" com o tiroteio em Los Angeles, mas não quis entrar em detalhes. As declarações foram feitas durante entrevista conjunta com o premiê do Iraque, Nuri al-Maliki.
O tiroteio desta sexta deve impulsionar o debate sobre a segurança nos aeroportos americanos, considerados um alvo em potencial para grupos terroristas.
O último ataque a tiros ocorrido no aeroporto de Los Angeles remontava a 2002, quando um atacante de origem egípcio abriu fogo no mostrador da empresa israelense El Al, deixando dois mortos e vários feridos. O atacante foi abatido por um agente de segurança da companhia.

Homem mora com amigo morto em túmulo de Santa Isabel


Popó, conhecido no Cemitério de Brotas, está no local há 13 anos.
Sonho do morador é sair do cemitério ainda com vida e ter uma casa.

Jamile SantanaDo G1 Mogi das Cruzes e Suzano
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Popó é o anfitrião do cemitério de Brotas, em Santa Isabel (SP) (Foto: Jamile Santana/G1)Popó é o anfitrião do cemitério de Brotas, em Santa Isabel (SP) (Foto: Jamile Santana/G1)
A história tem um enredo digno de um livro. Afinal, muitas teorias e lendas exageradas podem surgir a partir da vida de um homem que mora em um túmulo de um cemitério há 13 anos. Mas essa história já existe e é incrivelmente simples: Fábio Beraldo Rigol, de 47 anos, mora – e divide espaço com um cadáver – em um túmulo do cemitério de Brotas, bairro de Santa Isabel (SP). Não mora ali porque cultiva um gosto duvidoso ou qualquer coisa do gênero. Virou andarilho por causa do uso de drogas e achou, no túmulo de um amigo, um abrigo contra o frio e a chuva, quando os dias de vivência na rua se tornam mais sofridos.
Sua estrutura física dá indícios da alimentação irregular. É magro, alto, calvo, repleto de tatuagens – entre elas uma teia de aranha no pescoço e o apelido “Popó” entre os dedos da mão esquerda – sem falar na barba relativamente grande. Usa roupas sujas (de terra, a propósito), surradas e que foram doadas por alguma “alma boa e generosa”, como descreve. Caminha pelos morros do cemitério com a ajuda de um pedaço de madeira, que encontrou ali mesmo, no chão. E mesmo sem pegar em um livro ou manter conversas que durem mais de 10 minutos com uma pessoa viva há anos, fala o Português de maneira impecável. Herança do que aprendeu em sala de aula, na 7º série, quando se formou e dos dizeres rebuscados dos  processos que acompanhava enquanto era despachante.
Popó, como é conhecido, mora em um túmulo em Santa Isabel há 13 anos (Foto: Jamile Santana/G1)Túmulo onde Popó dorme, ao lado do amigo morto.
(Foto: Jamile Santana/G1)
E apesar de todas as características peculiares, Popó é praticamente um fantasma. Mora na pacata cidade de Santa Isabel, que tem 50.453 habitantes, fica a 57 quilômetros da Capital e possui 11.955 domicílios, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O que os dados não mostram é que um habitante mora numa residência nada convencional para alguém vivo: um túmulo. Mas Fábio Beraldo Rigol, está vivo.
A vida na rua começou com uma briga de família. “Nasci em Santa Isabel, tenho família na cidade. Eu era despachante, tinha um escritório que faliu. Comecei a usar drogas e fui expulso de casa, ai fiquei perambulando pelas ruas, até chegar aqui.”
Parece ironia, mas, Popó encontrou na casa dos mortos, uma forma de manter-se vivo. “Já estava de noite, chovendo muito. Lembro de pouca coisa, mas quando acordei, já estava aqui”. Escolheu um túmulo grande. Tem espaço para seis sepultamentos, mas só uma das prateleiras foi usada. Um amigo de Popó está enterrado no local há mais de dez anos. “Pedi permissão para entrar, afinal, ninguém invade a casa do outro assim”. E o morador do cemitério fala um ditado popular com conhecimento de causa: “Não tenho medo dos mortos, só dos vivos”, afirma. O homem disse nunca ter visto um fantasma e confessou que se sente um pouco solitário, apesar de ser avesso à conduta sociável.
Não passa o dia todo no cemitério. Nem mesmo os espíritos mais calmos aguentariam tamanho silêncio, ele diz. “Durante o dia saio, vou até o centro da cidade conseguir comida. Só em dias de muita chuva que fico recolhido. Sempre alguém me doa algo, Deus não deixa ninguém morrer de fome”, considera.  Toma banho em abrigos, ganha roupas, comida e vai tocando. “Às vezes saio para usar droga, ainda sou viciado. Mas uso lá fora, dentro de casa não. Eu sei que é errado, mas estou vivo né? (sic). Acho que posso pecar”, considera.
E o homem que conhece o cemitério como a palma da mão, já testemunhou vários conhecidos sendo enterrados. “Não gosto de ver. Prefiro lembrar das pessoas que gosto vivas e felizes”, diz Popó.
Outra ironia: o homem que não se importa em dormir dividindo um espaço escuro e sombrio com um cadáver, não pode ver sangue que desmaia. “Passo mal mesmo. Outro dia eu tive que ir até o hospital, fiquei internado três dias e, nossa, não aguentava ver nem um pingo de sangue que saía da agulha”, comentou.
E apesar de ter chegado na frente no repouso final de todo ser humano, Popó não pretende permanecer no local até a sua hora. “Quero sair daqui com vida. Quero ter uma casinha, nem que for um quarto com banheiro. Quero voltar a trabalhar se tiver chance. A vida ainda não acabou”, planeja.
Popó é chamado de "Guardião do Cemitério" pelos coveiros de Santa Isabel (Foto: Jamile Santana/G1)Popó é chamado de "Guardião do Cemitério" pelos coveiros de Santa Isabel. (Foto: Jamile Santana/G1)
fonte: http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2013/11/homem-mora-com-amigo-morto-em-tumulo-de-santa-isabel.html

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Após cortes, Senado recontrata 65 terceirizados para áreas 'desprovidas'


Contenção de gastos levou ao corte de 512 terceirizados em fevereiro.
Mas administração da Casa 'reavaliou' e readmitiu contínuos e copeiro.

Priscilla MendesDo G1, em Brasília
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A administração do Senado Federal decidiu readmitir em outubro 65 funcionários terceirizados após ter cortado 512 em fevereiro da folha de pagamento. O contingente de recontratados, formado por contínuos e copeiros, é necessário para atender a áreas que, após as demissões, ficaram “desprovidas”, segundo informou assessoria da Casa.
A readmissão foi feita por meio de um termo aditivo ao contrato de mão-de-obra firmado com a empresa Planalto Service. O termo, assinado em 18 de outubro pelo diretor-geral do Senado, Antônio Helder Medeiros Rebouças, determina o acréscimo de 43 contínuos e um copeiro, ambos com salário de R$ 3.669,01, e de 21 contínuos especiais, que receberão R$ 5.181,34.
O aditivo foi assinado oito meses após o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) ter anunciado uma série de medidas para contenção de custos, entre as quais o corte de 512 terceirizados. Desde então, porém, a administração da Casa “reavaliou parte das demissões” e concluiu que “algumas áreas ficaram desprovidas”, segundo informou assessoria.
Os readmitidos pertenciam ao quadro da empresa Servegel, cujo contrato foi encerrado. Para que pudessem retornar ao trabalho, esses funcionários foram incluídos na folha da Planalto Service em forma de termo aditivo, o 11º desde que o contrato foi assinado, em 2010.
O contrato com a Planalto Service, com vigência até agosto de 2014, tem 614 funcionários, entre auxiliares de serviços gerais, cozinheiras, garçons e lavadeiras. O custo mensal é de R$ 3,2 milhões, já incluindo as 65 recontratações, que isoladamente custarão R$ 270,2 mil.
Segundo o Senado, não há irregularidade na recontratação do pessoal. “O fato de um contratado ter trabalhado em empresa que prestou serviço ao Senado não constitui impedimento para nova contratação em outra empresa licitada, desde que observadas as vedações legais”, informou assessoria em nota.
As novas práticas de gestão adotadas em fevereiro, de acordo com o Senado, permitiram “racionalização dos custos de terceirização” e proporcionaram, até setembro, economia de R$ 4,2 milhões. A economia global prevista com a iniciativa deve chegar a R$ 59,2 milhões em dois anos, informou a assessoria.

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Governo cria grupo para conter violência nos protestos em SP e Rio


Nos últimos dias houve vandalismo em manifestações nas duas capitais.
Ministro da Justiça se reuniu com PF e secretários estaduais de segurança.

Mariana OliveiraDo G1, em Brasília
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O ministro José Eduardo Cardozo (centro) com os secretários de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella (esq.), e do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)O ministro José Eduardo Cardozo (centro) com os secretários de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella (esq.), e do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)
O Ministério da Justiça anunciou a criação de um grupo de inteligência integrado pela Polícia Federal e pelas secretarias de Segurança Pública de São Paulo e Rio de Janeiro para tentar conter manifestações violentas nas capitais dos dois estados.
Nesta quinta-feira (31), o ministro José Eduardo Cardozo, o diretor-geral da PF, Leandro Daiello, e os secretários José Mariano Beltrame (RJ) e Fernando Grella (SP), se reuniram em Brasília para discutir o assunto.
Nos últimos dias, as duas capitais registraram casos de vandalismo e depredação durante  manifestações. No começo desta semana, manifestações contra a morte de um adolescente por um policial militar terminaram em confronto, saques e vandalismo nas imediações da Rodovia Fernão Dias. O governo de São Paulo não descartou a possibilidade de envolvimento nas ações deintegrantes de facção criminosa que atua nos presídios do estado.
Não se trata de recrudescer contra manifestante, de coibir movimento social, medidas que seriam ilegais se fossem tomadas. Levamos muito tempo para conseguir isso. O que estamos falando é de situações ilícitas, abusos, violência contra pessoas. E de agir contra pessoas que praticam ilícitos penais."
José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça
Segundo o ministro José Eduardo Cardozo, ficaram definidas na reunião quatro frentes de atuação:
- um grupo de inteligência para evitar e punir abusos em protestos;
- criação de um protocolo unificado de atuação das polícias;
- criação de grupos operacionais nos estados entre Ministério Público e delegados para discutir as manifestações;
- criação de grupo composto por juristas para discussão de mudanças na legislação.
Cardozo afirmou que as atividades de inteligência serão destinadas a "coibir abusos e garantir liberdade de manifestação". Segundo ele, "de maneira alguma" haverá "acompanhamento" de movimentos sociais, mas sim planejamento contra quem se organiza para infringir a lei.
"Não se trata de recrudescer contra manifestante, de coibir movimento social, medidas que seriam ilegais se fossem tomadas. Levamos muito tempo para conseguir isso. O que estamos falando é de situações ilícitas, abusos, violência contra pessoas. E de agir contra pessoas que praticam ilícitos penais."
De acordo com o ministro, o governo federal e os estaduais já compartilham informações de inteligência, e agora a intenção é ampliar a parceria.
"A ideia é aprofundar, estreitar ainda mais esses laços, para que possamos compreender essas ações que acontecem de maneira abasolutamente indesejáveis", afirmou. Segundo Cardozo, a pretensão é uniformizar as regras de conduta das duas polícias em um único protocolo de atuação.
Sobre mudanças na legislação, disse que, enquanto isso não acontecer, a unificação de procedimentos das polícias servirá de parâmetro para que juízes, delegados, forças policiais, e promotores tenham uma "orientação sobre como proceder em caso de abusos em protestos".
"É preciso legislação que tecnicamente, juridicamente, politicamente, atenda a este momento. Tem havido dúvida. O momento é novo. [...] E enquanto não se discute um termo legislativo, é preciso ter parâmetro para órgãos de segurança pública e da Justiça."
De acordo com o ministro da Justiça, o movimento "black bloc" será investigado pelo grupo de inteligência. "O modus operandi será objeto de análise de inteligência e poderá orientar a atuação", declarou.
Segundo ele, caso se constate que é necessária a atuação da Polícia Federal para monitorar o grupo, isso será feito. "Se configurada a competência da PF, haverá a atuação dessa polícia."
São Paulo
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, defendeu mudança na legislação para aumentar as penas dos autores de atos de violência e de dano contra o patrimônio.
Ele disse que, em São Paulo, uma investigação em andamento está "bem avançada" com o objetivo de identificar "o maior número de pessoas que são atuantes, principalmente os líderes".
Grella afirmou que uma das propostas do governo de São Paulo é estender a regra que amplia as penas de quem comete crimes contra menores de idade e maiores de 60 anos para quem pratica crime contra policiais. Nesta semana, um grupo agrediu um coronel da Polícia Militar de São Paulo durante protesto.
"O policial está agindo em nome do Estado, da sociedade. Queremos estender as regras existentes – causas de aumento de pena para homicídio ou lesão que já existem para quem atinge menor de 18 anos ou maior de 60 anos – para a figura do policial."
Rio de Janeiro
Para o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, há necessidade de que outros atores e outras instituições se envolvam com a solução do problema. "Isso não vai se resolver só com o policial fardado", disse.
Ele também defendeu "adequar a lei para que possamos enfrentar um movimento totalmente novo". "O policial precisa ter uma garantia de que quando ele apresenta alguém numa delegacia (...), aquilo efetivamente termine numa ação penal", afirmou.
Beltrame disse ainda que, da mesma forma que deve sofrer punição, o policial que eventualmente cometer excessos também deve ter direito à ampla defesa.
"Não estamos numa ditadura. Filmagem que mostre excesso policial, não significa que policial tenha que ir para a rua. Policial, como qualquer cidadão, tem direito à ampla defesa. Sinto que às vezes a sociedade quer punição rápida. A gente também quer que algumas pessoas sejam julgadas, condenadas e cumpram suas penas. É preciso que se saiba que não vamos pactuar e nem haverá corporativismo", declarou.
O secretário do Rio de Janeiro destacou que o estado ainda não encontrou uma forma de dialogar com o movimento "black bloc". "Não há ponto focal para conversar com black bloc. O Rio de Janeiro tem tradição em movimentos, seja festivo ou reivindicatório, com todos conversamos. Mas nosso foco é em cima do que queremos: ordem. Sem ordem, não há democracia."

Ações da OGX saem do Ibovespa com queda de mais de 23%


Foi feito leilão para definir o preço de retirada dos papeis do Ibovespa.
Ações saem do índice mas continuam a ser negociadas na bolsa.

Do G1, em São Paulo
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As ações da OGX fecharam o leilão especial para serem retiradas do Ibovespa, o principal índice de ações da Bovespa, com queda de 23,52%, valendo R$ 0,13, informou a bolsa nesta quinta-feira (31). Após o pedido de recuperação judicial feito pela empresa, as ações deixarão de fazer parte do cálculo do índice a partir de sexta.
A negociação dos papéis também ficou suspensa por uma hora no início do pregão, mas continuará a ser realizada normalmente.
Por conta do leilão, o preço das ações foi definido antes do fechamento da bolsa, segundo a assessoria da BM&F Bovespa.
O leilão, que ocorreu a partir das 16h, foi feito para determinar o preço de saída das ações da petroleira de Eike Batista do Ibovespa. O peso teórico da OGX na carteira do Ibovespa, que era de 2,28% nesta quinta, será redistribuído proporcionalmente entre as outras ações do índice, sem a entrada de novas ações no Ibovespa.
Retirada das certeiras
Segundo comunicado da bolsa, a ação "OGXP3 será excluída das carteiras teóricas após o encerramento do pregão regular de 31/10/2013 ao preço determinado pelo procedimento especial de negociação, sendo sua participação distribuída proporcionalmente aos demais integrantes da carteira".
A negociação é uma forma de ajustar o valor da ação e rebalancear o Ibovespa. A saída das ações da OGX, no entanto, vai atingir também os fundos indexados ao Ibovespa e outros índices da bolsa: IBRA, IGC, IGCT, IGNM, ITAG, SMLL e ICO2.
A ação também será excluída do IBRX 100, sendo substituída pela V-AGRO; e do IBRX 50, sendo substituída pela KROTON ON, ambos com ajustes.

Sem vaga para a mãe com câncer, mulher dá tapa na cara de prefeito


Mulher diz ter sido ofendida após pedir atendimento em Dumont (SP).
Idosa teve internação negada após 12 horas de espera, alega filha.

Do G1 Ribeirão e Franca
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Janete, de 48 anos, disse ter agredido prefeito após pedir atendimento para sua mãe com câncer (Foto: Weber Sian/Jornal A Cidade)Janete disse ter agredido prefeito após pedir atendimento para a mãe (Foto: Weber Sian/Jornal A Cidade)
Uma mulher agrediu, com um tapa na cara, o prefeito de Dumont (SP), Adelino da Silva Carneiro (PSD), na tarde de terça-feira (31), alegando ter sido ofendida pelo chefe do Executivo por reivindicar melhor atendimento para a mãe com câncer. Janete Dutra, de 48 anos, afirma que Maria de Lourdes Oloco Camargo, de 78 anos, ficou por mais de 12 horas sem receber atendimento e que foi tratada com descaso. Em nota, a Prefeitura informou que a agressão ao prefeito não teve justificativa e que o atendimento foi oferecido à paciente. Segundo a Policia Civil, a mulher e o prefeito registraram boletim de ocorrência e ainda serão ouvidos.
Janete relata que foi até a Prefeitura na terça-feira depois que o caso de sua mãe, com câncer de laringe há três anos e problemas pulmonares há quatro anos, foi encarado, segundo ela, com descaso pela unidade mista de saúde da cidade. Ao cobrar melhor atendimento, ela alega ter sido recebida com ofensas pelo prefeito. “Ele me atendeu na varanda da Prefeitura.  Depois da conversa, eu já estava indo embora quando ele me chamou de vagabunda. Perguntei: 'o que você falou?'. Ele disse de novo: 'vagabunda!'. Aí eu dei um tapa na cara dele. Ele ameaçou vir pra cima de mim, armou o braço, mas umas pessoas que estavam trabalhando lá seguraram e o trancaram lá dentro”, diz Janete, que após o ocorrido registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil contra o chefe do Executivo por agressão verbal.
A moradora afirma que procurou falar com o prefeito como última tentativa de conseguir internação para sua mãe com câncer na unidade mista de saúde de Dumont. De acordo com ela, a busca começou no sábado (26), quando Maria de Lourdes teria ficado 12 horas esperando até ter o atendimento negado porque seu estado de saúde foi considerado terminal. “Minha mãe não acordava, expelia uma secreção muito forte. Ela precisava de atendimento. (...) Fui perguntar como funcionava para conseguir uma vaga em um dos leitos e me disseram que minha mãe não foi internada porque ela não aguentaria até segunda-feira (28).”
No início desta semana, Janete conta que, por um apelo da família, a secretária de Saúde, Crisley Roberta Alves, e um médico visitaram sua mãe em casa, mas, mais uma vez, trataram o caso como sem solução e não ofereceram nenhuma assistência. “Eles chegaram na minha casa e o médico agachou ao lado da minha mãe e perguntou se ela estava acordada. Depois começou a dizer que ela estava cansada, que estava muito doente e que ela iria descansar em breve do outro lado, que algo muito bonito esperava por ela. Depois que ele soube que ela luta contra o câncer há três anos, me deu os parabéns e disse que ela tinha superado as expectativas. Depois, deu as costas e foi embora”, afirma Janete.
A filha alega que pediu ajuda à secretária, mas esta teria a aconselhado a não dar mais soro, nem levá-la ao hospital, pois não havia mais o que fazer. “Minha mãe está em uma situação irreversível. Eu sei disso, os atendimentos que fazemos são paliativos. O que quero é amenizar a dor e seu sofrimento. (...) Hoje minha mãe deu resposta muito boa, abrindo o olho, conseguiu se sentar. Queria que vissem como minha mãe melhorou."
Prefeitura
Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Dumont informou que o atendimento à paciente Maria de Lourdes foi realizado normalmente e que Adelino da Silva Carneiro foi agredido sem justificativa. A administração municipal  alega que, em nenhum momento, o prefeito tentou revidar a agressão. A Prefeitura informou ainda que “tomará as medidas cabíveis contra a agressora”.