O casamento de Kirsty Lane incluiu tudo o que uma noiva sonha e um pouco mais: duas bandas, open bar, fogos de artifício, mágicos, pintura de rosto e máscaras de pluma para todos os convidados. Mas para pagar as despesas da festa, a inglesa de 29 anos precisou recorrer a Peter Sutton, o chefe - mas sem que ele soubesse. Ela roubou 168 mil libras, o que equivale a um pouco mais de 435 mil reais, da empresa onde trabalhava. E só foi descoberta porque resolveu convidar Sutton para a suntuosa cerimônia.
Lane trabalhava na contabilidade de uma empresa em Lancashire, na Inglaterra, há quatro anos. Ela conseguiu desviar o valor falsificando as notas fiscais da companhia. Segundo reportagem do jornal “Daily Mail”, Sutton disse que o roubo da noiva resultou na demissão de duas pessoas e quase arruinou a companhia. Ele disse que só começou a desconfiar das más intenções da mulher depois da festa. “O casamento foi o mais luxuoso que eu já vi. Eu confiava nela e, implicitamente, foi assim que ela nos retribuiu”, contou ele.
A mulher bancou todo o casamento Foto: Reprodução
Dias depois do casamento, enquando Kirsty estava curtindo alguns dias de folga, houve um problema de rotina com as contas da empresa. Foi aí que o chefe resolveu analisar melhor as contas e juntou as peças. A noiva estava fazendo a poupança para o mega casamento, às custas da empresa, há dois anos. E Sutton precisou de dois meses para avaliar a verdadeira extensão do roubo. A mulher foi presa em casa, enquanto se preparava para a esperada lua de mel no México.
Além dos gastos com o casamento, a noiva adquiriu uma luxuosa capa para o Ipad, repleta de pedras preciosas. Na Corte dos Magistrados de Leyland, Kirsty admitiu a culpa em 10 acusações de fraude, em um total de 122.
A festa teve fogos de artifício, duas bandas e mágico Foto: Reprodução
Todos estão fazendo as contas. A preocupação para o ano de 2012 é sobre a inflação e o efeito no aumento do salário-mínimo. O governo manteve o reajuste, mas já prevê corte de gastos no orçamento do ano que vem. São palavras da própria ministra do Planejamento. Portanto, já é possível esperar o anúncio oficial dos cortes. A proposta prevê salário-mínimo de R$ 619,21. Uma aumento de quase 14% e um impacto nas contas públicas de R$ 28,5 milhões.
O aumento do salário-mínimo atinge diretamente 47 milhões de trabalhadores que têm salários baseados no valor do mínimo, como empregados domésticos e aposentados do INSS. A proposta do governo, que ainda tem de ser aprovada pelo Congresso, dá um reajuste de 13,6%. Passa de R$ 545 para R$ 619,21, em janeiro do ano que vem. Para quem ganha salário-mínimo, são R$ 74 a mais no bolso.
Além do novo valor do salário-mínimo, a proposta de orçamento do governo para o ano que vem prevê aumento só para alguns funcionários do Poder Executivo. Não há qualquer reserva para reajuste dos servidores do Judiciário, que vêm pressionando o Congresso para aprovar um aumento. Previsões de novos concursos públicos apenas para áreas consideradas essenciais, como educação. O orçamento já prevê um corte no programa 'Minha casa, minha vida' de R$ 1,7 bilhão a menos em 2012.
As operadoras estão se articulando para convencer a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) a permitir que elas possam cobrar a mais de clientes que usam a internet de forma abusiva, informa reportagem de Julio Wiziack para a Folha.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
As teles também querem cobrar uma "taxa" de empresas como Google, Microsoft, Apple e Facebook. Motivo: essas companhias lançaram produtos e serviços que estão fazendo o tráfego de dados atingir níveis que podem levar as redes à saturação.
Por isso, as operadoras querem fazer a "gestão desse tráfego" e compartilhar investimentos por meio do pagamento dessa "taxa".
Para elas, não é justo que empresas cujo modelo de negócio se sustenta em acessos em suas redes faturem às suas custas sem colaborar com o desenvolvimento da infraestrutura do país.
Uma boa notícia para quem não resiste a um chocolate: uma pesquisa comprovou que é possível comer sem culpa e faz bem à saúde, mas sem exageros, é claro. Já deve ter chocólatra pagando promessa e repetindo aquele chavão insuportável: “Eu já sabia”. Agora é científico: comer chocolate faz bem à saúde. Tomara que não apareça uma pesquisa afirmando que não é bem assim. Por enquanto, o melhor, mesmo, é aproveitar.
Para a professora Eva Cristina Menezes, trufas, barras e bombons são um desejo: “Eu não sei explicar. É maravilhoso”. Mais do que apenas desejo, uma pesquisa afirma que chocolate faz bem à saúde. “Se deixar, a gente come todos os dias. Bom saber disso, não sabia”, lembra a servidora pública Ana Carolina Berezowski.
O estudo da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, diz que quem come mais tem um risco menor de sofrer derrame, doenças do coração e até de ter diabetes. O chocolate é poderoso graças aos antioxidantes do cacau que podem evitar, por exemplo, pressão alta e melhorar o colesterol. Já tem gente caprichando nas compras, como a estudante Ângela Bernardes. “Dá vontade de levar a loja inteira”, conta.
Mas é preciso ter muita calma nesta hora. A pesquisa alerta que o chocolate só traz benefícios se consumido sem exagero. No máximo, 20 gramas por dia. Nada além de um tabletinho. Pode ser? “Tem de ter um autocontrole muito grande. Acho difícil”, confessa a servidora pública Cristiane Silva.
Na casa da comerciante Simone Theobald tem um armário só para guloseimas. Todos adoram, mas um vigia o outro. O filho de Simone, o estudante Pedro Theobald, conta que ela o controla. “Às vezes, eu quero comer mais, mas não pode. Ela pede para eu parar”, diz.
Médicos dizem que chocolate não é remédio nem faz milagre. “O chocolate precisa ser utilizado em uma quantidade moderada dentro de um estilo de vida saudável. Aí, sim, dentro de uma dieta bem distribuída e bem balanceada, você pode ingerir seu chocolate tranquilamente”, lembra o cardiologista Renault Ribeiro Júnior.
Os cardiologistas dizem que o mesmo benefício do antioxidante do cacau também pode ser encontrado em frutas como uva, morango, cereja e ameixa.
Novo sistema de busca por vaga funciona em 23
estados e no DF (Foto: Reprodução/TV Globo)
Até o ano que vem deverá funcionar em todo o país o sistema que pretende oferecer uma vaga de emprego ao trabalhador na mesma hora em que ele entrar com o pedido de seguro-desemprego, diz o Ministério do Trabalho. Quem recusar essa primeira oportunidade sem justificativa aceitável pelo governo deixará de receber o benefício, confirma o diretor do Departamento de Emprego e Salário do órgão, Rodolfo Torelly. "Seguro não é parcela indenizatória, é para o desemprego involuntário. ‘Vou estudar’, ‘vou tirar férias’, ’vou descansar’, isso a gente quer diminuir”, afirma o diretor.
O programa que cruza dados de desempregados e vagas disponíveis já está funcionando em 23 estados e no Distrito Federal, mas Torelly diz que a previsão é de que seja adotado em todo o país até meados de 2012. A perda do seguro-desemprego por recusa de um trabalho é prevista em lei desde 1990, mas, segundo o órgão, deverá ser aplicada com mais frequência graças ao novo programa.
A lei 7.998/90 diz que a oportunidade oferecida precisa ser condizente com a qualificação e a remuneração anterior do desempregado. De acordo com Torelly, essa vaga deve ser da mesma Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) que aquela que o trabalhador ocupava anteriormente. A região onde a pessoa mora também é considerada, diz o diretor.
O trabalhador também poderá rejeitar a vaga se estiver em um curso de qualificação profissional ou por motivo de doença, conforme o site do Ministério do Trabalho. Segundo Torelly, tudo depende da entrevista a que a pessoa é submetida quando procurar o atendimento. "Tem que ser feito com muita cautela, muita serenidade", afirma. "Nada é a ferro e fogo, depende da justificativa."
O diretor afirma que o governo segue um termo publicado em 2006 sobre o Sistema Público de Emprego. O documento determina que, se o trabalhador recusar a vaga por motivo previsto pelo ministério, terá o seguro liberado. Se rejeitar por outra razão não prevista, o benefício será suspenso. "Se desejar, o requerente poderá entrar com recurso junto à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) mais próxima", diz o texto. Se não apresentar nenhuma justificativa para a recusa, o seguro será cancelado, e também é dada a orientação para procurar uma DRT.
A cada oferta que o trabalhador recusar, segundo Torelly, ele deve assinar uma carta, afirmando que abriu mão de uma oportunidade de emprego. Se não houver vaga imediata
O mesmo documento seguido pelo ministério diz que, caso não haja uma vaga condizente com a situação do trabalhador no momento em que ele procurar um posto para pedir o seguro-desemprego, o benefício será liberado. Mas a pessoa voltará a ser chamada quando surgir uma ou mais oportunidades de emprego. “Ela pode ser convocada a qualquer momento, quando estiver recebendo esse beneficio. Quando aparecer uma vaga com o perfil, é convocada de várias formas: telefone, SMS...", afirma o diretor.
Se esse trabalhador for convocado três vezes e não comparecer ao posto de atendimento para saber da vaga, o seguro será automaticamente suspenso. "Aí, quando suspender, ele vai aparecer”, acredita Torelly. Onde o novo sistema já funciona
O portal Mais Emprego (maisemprego.mte.gov.br), lançado como piloto no estado da Paraíba em setembro do ano passado, integra informações do Sistema Nacional de Emprego (Sine), Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs), Caixa Econômica Federal e entidades de qualificação profissional. Ele já funciona, segundo o ministério, nos estados do Acre, Alagoas. Amapá. Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal.
A implantação está sendo finalizada em Goiás, Minas Gerais e São Paulo (praticamente 90% do estado já conta com o sistema, diz o ministério).
O objetivo, diz Torelly, é ajudar o desempregado a se recolocar. “Eu penso sempre na regra, é um pai de família que está precisando de emprego. A ideia do nosso sistema não é uma coisa de policiamento, é uma coisa social. O seguro é limitado de três a cinco parcelas, não compensa de forma alguma ficar sem emprego.”
O seguro-desemprego é pago em até cinco parcelas, de acordo com o tempo de registro em carteira, a quem foi dispensado sem justa causa ou sofreu dispensa indireta, que ocorre quando o empregado solicita judicialmente a dispensa do trabalho, alegando que o empregador não está cumprindo o contrato. O valor varia de 1 salário mínimo (R$ 545) a R$ 1.019.
O governo pretende aplicar com mais rigor a lei que diz que o trabalhador desempregado que rejeitar uma vaga vai perder o seguro-desemprego se não justificar a recusa. Para isso, criou um sistema que integra dados do Sistema Nacional de Emprego (Sine), das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs), Caixa Econômica Federal e entidades de qualificação profissional que já vigora em 23 estados e no DF e deve englobar todo o país até 2012, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.
O G1 ouviu Rodolfo Torelly, diretor do Departamento de Emprego e Salário do ministério e os advogados trabalhistas José Carlos Callegari e Andreia Tassiane Antonacci, e elaborou uma lista com dez perguntas e respostas sobre o assunto. Veja abaixo.
VEJA PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE SEGURO-DESEMPREGO
1) Como era o seguro-desemprego?
O seguro é regido pela lei 7.998, de 1990, que diz, no artigo 8º, que o seguro-desemprego será cancelado, entre outros casos, "pela recusa, por parte do trabalhador desempregado, de outro emprego condizente com sua qualificação e remuneração anterior". Segundo o Ministério do Trabalho, a aplicação da lei era baixa porque faltava um cadastro de emprego nacional online integrado.
2) O que muda, na prática?
Agora o ministério prevê que o trabalhador tenha mais chances de receber uma ou mais ofertas de trabalho logo que dê entrada no pedido do seguro, com a implantação do "Mais emprego", um sistema informatizado que integra dados do Sistema Nacional de Emprego (Sine), das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs), Caixa Econômica Federal e entidades de qualificação profissional. Se a vaga oferecida for condizente com a qualificação e o salário anterior do trabalhador e ele rejeitá-la sem justificativa, perderá o direito ao seguro.
3) Onde esse sistema de vagas está funcionando?
Segundo o ministério, nos estados do Acre, Alagoas. Amapá. Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal. A previsão é de que esteja funcionando em todo o país até meados de 2012, diz o diretor Rodolfo Torelly.
4) Como e quando o trabalhador será avisado de uma vaga?
O objetivo do novo sistema, segundo o Ministério do Trabalho, é que o trabalhador receba uma ou mais ofertas ao comparecer a um posto de atendimento para pedir o seguro-benefício.
5) Que critérios o ministério usa para encontrar a vaga? A cidade é considerada?
Segundo a lei, deve ser oferecida vaga condizente com a qualificação e remuneração anterior do trabalhador. "Tem que ser uma vaga que faça parte da mesma Classificação Brasileira de Ocupações [da vaga que o trabalhador tinha antes]”, diz o diretor do ministério, Rodolfo Torelly. Ele afirma que também é levada em conta a região onde o candidato mora.
6) Em que casos o trabalhador poderá recusar a vaga?
De acordo com o site do ministério, a recusa pode acontecer se a vaga não for condizente com a qualificação e o salário anterior ou caso o trabalhador esteja em um curso de qualificação profissional ou por motivo de doença.
7) Quem recusar a vaga e não concordar com o cancelamento do benefício poderá recorrer na Justiça?
Advogados ouvidos pelo G1 dizem que sim. "Verificando o trabalhador que a vaga oferecida não condiz com, no mínimo, as circunstâncias às quais estava submetido no momento de sua rescisão, poderá recusá-la", afirma Andreia Tassiane Antonacci. "Se [ainda assim] o MTE se negar a conceder o benefício, ele poderá buscar os seus direitos na Justiça."
"Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer nada senão em virtude de lei", diz José Carlos Callegari. "Mesmo as condições estabelecidas de qualificação e remuneração anterior são muito relativos e podem dar margem a múltiplas interpretações."
8) O que acontece se não houver uma vaga disponível no momento em que o trabalhador pede o seguro-desemprego?
O Ministério do Trabalho libera o seguro e poderá convocar esse trabalhador a voltar a um posto de atendimento quando surgir uma vaga condizente com seu perfil (qualificação e salário anterior). Se, após três convocações, o beneficiado não comparecer ao posto, ele terá o seguro suspenso automaticamente.
9) E se o trabalhador aceitar a vaga, mas tiver de passar por processo de seleção na empresa? Ele fica sem receber seguro nesse tempo?
Segundo o MTE, se o trabalhador estiver em processo de seleção, terá direito a receber o seguro 30 dias após dar entrada e a tramitação não será afetada.
10) A regra sobre quem tem direito a seguro-desemprego mudou?
Não. Tem direito ao seguro o trabalhador com carteira assinada que for dispensado sem justa causa ou sofrer dispensa indireta, que é quando o empregado solicita judicialmente a dispensa do trabalho, alegando que o empregador não está cumprindo o contrato.
A presidente Dilma Rousseff e vários de seus ministros "aceitariam" a criação de um novo imposto para financiar a saúde, afirmou nesta quarta-feira (31) o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). "Eu acho que a maior dificuldade que nós temos hoje, infelizmente, é a discussão [do novo imposto] no Parlamento", afirmou. Leia transcrição da entrevista com Vaccarezza Veja galeria de fotos da entrevista com o deputado
O deputado falou sobre o assunto no programa "Poder e Política - Entrevista" conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do grupo Folha em Brasília. O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.
Segundo Vaccarezza, o novo tributo poderia unir características da extinta CPMF (antigo imposto do cheque) e novidades, como arrecadação proveniente da legalização do setor de jogos.
Entre outros temas, Vaccarezza comentou a absolvição dada pela Câmara à deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), suspeita de participar do mensalão do DEM. Ele, no entanto, recusou-se a dizer se apoiou a colega na votação secreta. O líder do governo não pode revelar essa opinião, disse.
A seguir, trechos em vídeo da entrevista de Cândido Vaccarezza. Mais abaixo, vídeo com a íntegra da entrevista. A transcrição está disponível em texto aqui.
Trechos da entrevista com Cândido Vaccarezza (15 vídeos)
Dilma aceitaria criar novo imposto para SaúdeO líder do governo na Câmara disse que ministros também apoiam a iniciativa. Ele concedeu entrevista ao UOL e à Folha em 31/8/2011.